Sergipanos vão às ruas contra tentativa de golpe
O final de semana foi de muito trabalho para militantes dos movimentos sociais e sindicais, e de partidos políticos em Aracaju. Eles percorreram feiras livres e o calçadão da João Pessoa distribuindo panfletos e convidando a população a participar do ato contra o golpe e o ajuste fiscal, pela reforma política e Fora Cunha que acontecerá no dia 16, a partir das 15 horas, com concentração na Praça General Valadão, Centro Comercial da capital sergipana.

A mobilização continua nesta segunda (14) e terça-feira (15) com distribuição de panfletos na frente da empresa Almaviva e nas escolas secundaristas do Centro e do Bairro Getúlio Vargas. Na sexta-feira (11), os representantes de mais de 20 entidades se reuniram no auditório do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/SE) para discutir a organização do ato.
O encontro reuniu dirigentes da CTB, CUT, UGT, PT, PC do B, MST, Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu), Nação Hip Hop Brasil, Levante Popular, DCEs da UFS e da Unit, USES, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Sergipe (Fetase) e de movimentos de moradia.
"Nós pretendemos mobilizar 5 mil pessoas. A proposta é fazer um ato pela democracia, de fora Cunha e por uma nova política econômica", disse Dalva da Graça, do Motu. Segundo ela, a sociedade brasileira tem se posicionado contra essa tentativa de golpe e a mobilização contra a aprovação do pedido de impeachment cresce a cada dia no País.
AVANÇOS
Anderson Black, da Nação Hip Hop Brasil, ressaltou que o movimento não pode ficar de fora dessa mobilização contra o golpe. "Isso é um ataque à democracia e não simplesmente um ataque à presidente Dilma Rousseff. É um ataque ao povo brasileiro e ao País que passou por profundas mudanças nos últimos 12 anos", enfatizou.
Anderson Black citou avanços como o acesso às universidades e uma maior mobilidade social com uma parcela considerável da população saindo do mapa da fome. "Essa elite, que defende o golpe, hoje tem que dividir os espaços de poder com essa parte da população que sempre esteve excluída, porque nós temos mulheres, negros e filhos de trabalhadores ocupando espaços antes só ocupados por eles", salientou.
Para o líder do movimento hip hop em Sergipe, o que esse grupo tem feito é uma manobra para destituir uma presidente eleita pelo povo para colocar no poder o partido que perdeu as eleições. De acordo com Anderson Black, ficar calado é corroborar com esse ataque à democracia.
"É necessário calçar as botas e ir à luta pela democracia, mas também vamos pedir mudanças na política econômica, a taxação das grandes fortunas e mais investimento na saúde e na educação", afirmou.
A bancária Rosi Santos, da CTB Sergipe, salientou que o País vive um momento de instabilidade e de ameaça concreta à democracia. "Por isso estamos convocando todos os movimentos democráticos para lutar contra a iminência desse golpe que ameaça o povo brasileiro e a construção da nossa democracia", disse.
Ascom CTB/SE
