Setembro Amarelo: Feebbase no combate ao suicídio
Iniciado no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o Setembro Amarelo realizou as primeiras atividades em 2015 concentradas em Brasília. Mundialmente, o IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio estimula a divulgação da causa, vinculado ao dia 10 do mesmo mês no qual se comemora o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
Assunto complexo, o suicídio, que espelha fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais e também culturais, tem sido desvendado, nos últimos quatro anos, pela campanha Setembro Amarelo. Neste ano, como de costume, as atividades de prevenção e sensibilização incluem caminhadas, veiculação de materiais da campanha por figuras públicas que abraçam a causa e a decoração e iluminação de prédios públicos, praças e monumentos com luzes e itens amarelos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram, no Brasil, 12 mil suicídios por ano. No mundo, são mais de 800 mil ocorrências, isto é, uma morte por suicídio a cada 40 segundos, conforme o primeiro relatório mundial sobre o tema, divulgado pela OMS, em 2014.
Suicídio X Trabalho
As ocorrências de morte por suicídio entre bancários chamam a atenção há muito tempo no território nacional. Tanto que foi tema de uma dissertação intitulada “Patologia da solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho”, de autoria de Marcelo Finazzi, mestre em administração de empresas pela Universidade de Brasília (UnB).
De acordo com o estudo de Finazzi, a partir de informações do Ministério da Saúde, foi registrado um suicídio de bancário a cada 20 dias entre 1993 e 2005. Além disso, o trabalho estima que houve uma ocorrência diária de tentativa, não consumada, durante todo o período.
A realidade do bancário fica bem distante do que a população pensa: horário reduzido, comissão pelas vendas, um bom salário fixo, além de benefícios extras. Apesar da profissão passar a imagem dos sonhos, o atual serviço nas agências não tem proporcionado qualidade física e mental aos trabalhadores, o que leva a inúmeras situações desagradáveis e contribuem para a estatística citada acima.
As péssimas condições no ambiente de trabalho, pressão para o cumprimento de metas abusivas, falta de funcionários para a realização das tarefas impostas pelo banco, assédio moral, ameaças de demissão, entre muitas outras situações, levam ao bancário a adoecer e querer por um fim na difícil situação do dia a dia.
Como setembro foi intitulado um mês para o combate ao suicídio, nós da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe estamos apoiado a Campanha “Setembro Amarelo” com o objetivo de alertar a categoria bancária sobre a realidade desta delicada situação e suas formas de prevenção.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. Porém, é necessário a pessoa buscar ajuda de quem está à sua volta. Também é importante que a família fique atenta aos comportamentos principais de quem pensa em se matar. Depressão, desesperança, desamparo e desespero são os principais sintomas.
Caso note alguém com este comportamento, a ajuda pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Se necessário, o paciente será encaminhado a um médico especializado.

