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Setor privado intensifica cobiça sobre recursos do FGTS

Mais uma ameaça ao papel social da Caixa e a sua manutenção 100% pública. Em declaração à imprensa na última quinta-feira (1/11), o presidente do Santander, Sérgio Rial, defendeu que o novo governo trabalhe para a quebra de monopólios nos serviços financeiros. Entre eles estão depósitos judiciais, folhas de pagamento de determinadas categorias e a gestão dos recursos do FGTS. “Temos um sistema financeiro que é maduro o suficiente para competir por esses serviços”, afirmou Rial.

A cobiça do setor privado sobre o Fundo de Garantia não é nova, mas tem se intensificado nos últimos anos. E a atual gestão contribuiu para isso. Enquanto, recentemente, o banco público suspendeu para imóveis usados a Pró-Cotista, linha de financiamento habitacional que utiliza recursos do FGTS e é a mais barata do mercado, o Santander passou a oferecer empréstimos nesta modalidade e o Bradesco informou que vai operá-la em 2019.

“É com recursos do Fundo de Garantia que a Caixa desenvolve políticas públicas nas áreas de habitação e saneamento, por exemplo. É dinheiro dos trabalhadores auxiliando na melhoria de vida dos trabalhadores. Os bancos privados estão de olho apenas nos ativos, que já passam dos R$ 510 bilhões, sem qualquer preocupação com o social, apenas prometendo uma melhor remuneração”, alerta o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

O FGTS como está hoje, com contas organizadas, só foi possível graças à Caixa. Até 1990, cada empresa escolhia o banco em que efetuava os depósitos dos valores dos trabalhadores. Com a alta rotatividade de emprego, havia descontrole da aplicação dos recursos e da regularidade do recolhimento, o que gerava contas inativas e dinheiro perdido nos bancos.

Não tem sentido privatizar a gestão do FGTS

A Fenae lançou em outubro a campanha “Não tem sentido”, cujo objetivo é mobilizar os empregados da Caixa e a sociedade mostrando que o banco precisa continuar 100% público, forte, social e a serviço dos brasileiros.

Em manifesto divulgado no lançamento da campanha, a Fenae destaca que não tem sentido jogar fora conquistas importantes. “Poupança, penhor, habitação, FGTS, programas sociais inovadores, eficientes e reconhecidos no mundo inteiro. Em 157 anos de existência a Caixa consolidou o seu protagonismo no desenvolvimento econômico e social do Brasil”. E ainda: “Quem defende a privatização da Caixa, seja de todo o banco ou seja em partes, não tem o menor compromisso com o Brasil e com os brasileiros”.

Fonte: Fenae.

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