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Sindicato da Bahia promove protestos contra o desmonte do BB

Os funcionários do Banco do Brasil parecem reviver a década de 1990, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso pretendia privatizar a estatal. Agora, o não menos neoliberal Michel Temer anuncia uma reestruturação com o mesmo objetivo. Para dar continuidade aos protestos contra o desmonte do BB, o Sindicato da Bahia realiza, nesta terça-feira (29/11), manifestações nas 10 agências que serão fechadas em Salvador.

O banco anunciou o fechamento, em 2017, de 402 unidades no país. Na Bahia, serão 12, uma em Feira de Santana (J.J Seabra), uma em Vitória da Conquista (Régis Pacheco) e 10 na capital baiana (avenida Garibaldi, Cabula, Cidadela, Coelba, Costa Azul, Garcia, Iapi, Ondina, Paulo VI e Shopping Paseo Itaigara).

A instituição vai transformar 379 agências em PABs (Postos de Atendimento Bancário), 33 no Estado. Além disso, abriu o PEAI (Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada), cujo intuito é reduzir 18 mil postos de trabalho. Na Bahia, 1.003 funcionários podem aderir ao plano.

A justificativa do BB, na contramão do papel que a instituição tem desempenhado no país, de fomento ao desenvolvimento social, é cortar R$ 750 milhões em despesas, R$ 450 milhões com a nova estrutura organizacional e R$ 300 milhões com redução de custos com transporte de valores, segurança e imóveis.

Mas, a medida, além de enfraquecer o banco, que tem uma missão social, deteriora de vez as condições de trabalho e qualidade do atendimento. Haverá sobrecarga das agências remanescentes com a carteira de clientes das unidades extintas. Um verdadeiro desmonte desnecessário.

SEEB-BA

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