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Sindicato da Bahia vai à Justiça contra o Santander

O Sindicato dos Bancários da Bahia vai ingressar ação judicial contra o Santander, por conta da demissão em massa promovida pelo banco. A organização financeira manteve a postura intransigente e negou o pedido do SBBA para suspender os desligamentos.

Durante audiência de medição, no Ministério Público do Trabalho, nesta segunda-feira (10/12), os representantes da empresa informaram que o banco não vai voltar atrás. “Não discutimos reversões”, enfatizou a advogada Meire Chrystian Linhares. 

O Procurador do Trabalho, Pedro Lino, explicou que a organização financeira não aceitou rediscutir as dispensas, o que gerou o impasse. Para o presidente do SBBA, Euclides Fagundes, o Santander não foi honesto com os funcionários. Além disso, não há motivos para as demissões, uma vez que a lucratividade é alta no Brasil.

A expectativa para uma resposta positiva do Santander era tão grande que alguns funcionários desligados, que não conseguiram entrar na sala de reunião, aguardavam ansiosos no corredor. “Será que vai demorar? Será que o banco vai suspender as demissões? Só saio daqui quando terminar”, declarou uma das empregadas demitidas.  

Mas, para frustração dos 25 trabalhadores colocados para fora na Bahia, na última semana, não houve avanço. O Santander manteve a intransigência e agora terá de responder judicialmente. Enquanto isso, as paralisações em Salvador continuam sem data para acabar.  

Além de Euclides Fagundes, participaram da audiência o diretor e também funcionário do Santander, Adelmo Andrade, o secretário-geral do SBBA, Olivan Faustino, o advogado da entidade, Miguel Cerqueira e o diretor da Feeb, Erivaldo Sales. 

O banco enviou o representante, Douglas Alexandre Azi Prehl e os advogados, Reinaldo Saback, Vitor Guilherme Silva e Meire Cristian Linhares. Mais uma vez, a superintendente regional, Rosangela Toloni, não compareceu.

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