Sindicato de Sergipe comemora Dia Internacional da Mulher nesta quinta
Neste 8 de março, celebramos a data em que a revolucionária Clara Zetkin
propôs um Dia Internacional da Mulher em homenagem às mulheres que
lutaram nas fábricas contra a exploração no trabalho, pela dignidade do
trabalho e pela redução da jornada, quando elas trabalhavam 16 horas sem
regras e sem proteção social.
Também comemoramos as conquistas das mulheres no século XX, nas ciências, na produção intelectual, nas direções de empresas privadas e estatais, nas artes, na formação acadêmica, no mercado e na política. No Brasil, em especial, pela primeira vez uma mulher chega pelo voto direto à Presidência da República.
Apesar de todos os avanços, ainda é preciso resolver o impasse da dupla jornada de trabalho, porque a mulher ainda recebe a carga de responsabilidade do trabalho doméstico. Este é fator que contribui para mantê-la afastada da vida política, refletindo ainda no pequeno número de representantes nos parlamentos e nos executivos.
É fundamental superar a subrrepresentação feminina na política e em todos os espaços de poder para impulsionar o avanço da democracia do Brasil e em Sergipe. Um exemplo dessa ausência das mulheres no Parlamento é a Lei Maria da Penha, que, apesar de ter sido aprovada e promulgada, não consegue ter resolutividade.
As mulheres continuam sendo aviltadas em sua integridade física e psicológica, são ainda as maiores vítimas da violência doméstica e social. A questão do direito humano a uma vida sem violência e do enfrentamento à violência contra as mulheres nos permite desvendar e desconstruir as amarras da cultura milenar que estruturou e consolidou as desigualdades de gênero.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a violência doméstica como um problema de saúde pública, pois afeta a integridade física e a saúde mental. Portanto, a defesa do Sistema Único da Saúde (SUS), garantindo a ampliação de uma rede de atendimento digno e eficaz, e o acesso aos serviços com muito respeito ao nosso corpo é uma das questões centrais para a efetivação da Lei Maria da Penha.
O silêncio é cúmplice da violência e pai da impunidade. Por isso mesmo, é fundamental que toda sociedade denuncie a violência contra as mulheres e meninas que ainda ocorre em silêncio em tantos lares e no conjunto da sociedade.
Exigimos das autoridades a ampliação das políticas públicas para por fim à violência contra as mulheres e meninas. A eleição da primeira presidenta do Brasil traz um novo marco para o país. As mulheres estão mais empoderadas, com a auto-estima mais fortalecida e com coragem para denunciar casos de violência.
Quando apoiadas e com um serviço qualificado e que respeite as mulheres, elas passam a acreditar na possibilidade para a construção de uma nova história de vida.
Dados da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 –, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) confirmam que as pessoas estão denunciando e procurando mais informações sobre a violência doméstica. De acordo com informações da Central, o Ligue 180 registrou 343.063 atendimentos entre janeiro e junho deste ano, 112% a mais que o mesmo período de 2009.
Sabemos que um outro mundo é possível, de igualdade entre homens e mulheres. Por isso o Sindicato dos Bancários de Sergipe convida a todas as bancárias para participar da celebração do Dia Internacional da Mulher que acontecerá amanhã, dia 3, a partir das 18h30, no seu auditório.
