Sindicato de Sergipe e AFBNB reúnem-se com superintendência do BNB
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A presidenta da AFBNB, Rita Josina Feitosa
da Silva, participou nesta quarta-feira (3), a convite do presidente do Seeb-SE,
José de Souza Júnior, de reunião com o Superintendente Estadual do BNB
em Sergipe, José Mendes Batista. Participaram também o funcionário da
agência Siqueira Campos e conselheiro fiscal da AFBNB, José Carlos
Cabral, a diretora da Federação dos Bancários BA/SE, Verisângela Colares
e o gerente executivo da Superintendência, Aurício Bispo de Matos.
Na pauta, questões relacionadas à gestão
de pessoal, cumprimento de metas, estrutura das agências, convocação dos
concursados e alguns casos específicos demandados à AFBNB e ao
Sindicato. Dos pontos acima, a pressão pelo cumprimento de metas foi o
que mais motivou o pedido de reunião, uma vez que funcionários no estado
têm relatado excessos na cobrança e até mesmo ameaças de perda de
função caso não alcancem as metas, o que, inclusive, gerou há algum
tempo posicionamento contrário por parte do Sindicato local.
Palavra do Banco – sobre as metas, o
superintendente informou que se trata de uma nova cultura que está sendo
implementada no Banco, de acompanhamento mensal, seguindo orientação da
administração, reforçando princípios da efetividade e eficiência. Ele
afirmou não ter percebido incômodo dos trabalhadores quanto às metas,
mas sim quanto à estrutura, como o sistema de telefonia e tecnologia.
José Mendes afirmou a necessidade de movimentação de pessoal tendo em
vista alguns trabalhadores não terem o perfil para atender às exigências
de determinados trabalhos, sendo a pressão para cumprimento de metas um
procedimento normal.
Sobre a convocação dos aprovados no último
concurso, informou que vem acontecendo, embora já tenham sido chamados
19 aprovados, o processo é lento, haja vista os casos de desistência, o
que atrasa ainda mais o suprimento nas unidades.
O superintendente falou também sobre a
implantação da experiência da “Superintendência itinerante”, que
percorre as agências do estado para identificar problemas e tem o
compromisso de reverter processos que estão dificultando o trabalho,
sempre destacando que o foco é o resultado do Banco.
Entendimento da AFBNB – A presidenta da
Associação questionou o sentido dessa “mudança cultural” como
justificativa para cobranças abusivas de metas. Para ela, o Banco tem
uma história de 60 anos, e é contestável o sentido dessa mudança. No
entendimento da AFBNB, a medida está dando margem para práticas de
gestão questionáveis. A entidade defende que características como a
capacitação técnica e a habilidade na gestão de pessoas são igualmente
relevantes para os gestores do BNB.
A presidenta questionou também a
prioridade no alcance das metas, em detrimento de questões sérias que
estão sendo proteladas pelo Banco e dizem respeito às condições de
trabalho e qualidade de vida de seus trabalhadores, como a falta de
estrutura adequada em muitas agências, falta de isonomia e mesmo o
debate em torno das ações do BNB enquanto banco de desenvolvimento. “Se
percebe uma precipitação e proatividade exacerbada em se cumprir as
determinações da administração como se não existisse toda uma tradição,
todo um comprometimento dos trabalhadores com o Banco. Por outro lado,
não vemos tamanha pressa em solucionar pendências urgentes, como
restabelecer a dignidade previdenciária a seus trabalhadores”, afirmou
Rita.
Para a AFBNB o foco não deve ser
unicamente o resultado, mas sim na qualidade do trabalho. “O Banco tem
funcionários capacitados, comprometidos e não precisa passar por esse
choque cultural”, defende Rita.
Visita a unidades – Após a reunião com o
Superintendente, a AFBNB se reuniu com os funcionários lotados na CENOP e
no Controle Interno com os quais conversou sobre condições de trabalho e
assuntos gerais relacionados ao BNB, como terceirização do serviço de
fiscalização e análise, dignidade previdenciária, convocação de
concursados, trabalho gratuito, isonomia de tratamento e entraves
burocráticos internos no Banco.
Avaliação – Para Rita, o diálogo que
a AFBNB tem feito em todas as instâncias onde se discutem o Banco do
Nordeste - internamente, com a base, com gestores e ainda com
parlamentares – é muito importante. “É necessário porque entendemos que o
BNB é uma instituição que precisa ser repensada como um todo, não se
podendo pensar administração geral e agências separadamente, assim como
não se pode pensar separadamente o desenvolvimento, as condições de
trabalho e o respeito aos trabalhadores. E nessas reuniões podemos levar
as demandas, apresentando uma realidade que por vezes parece ser
desconhecida da administração do Banco”, conclui.
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| Fonte: AFBNB |
