Sindicato de Sergipe é contra a retirada das portas giratórias nas agências bancárias
Bancos tentam justificar a medida em decorrência do grande número de processos que têm recebido
A falta de segurança nos bancos é um grave problema enfrentado pela categoria bancária. Agora, os empregados estão assustados com notícia de que os bancos vão retirar as portas giratórias das agências. O equipamento impede que uma pessoa entre na unidade bancária armado, protegendo, assim, a vida de funcionários e clientes. Mas, muitos bancos negligenciaram desde o início e ainda nem colocaram as portas de segurança. E com a retirada, a tendência é que o número de assaltos a bancos cresça ainda mais em todo o país.
O Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) é contra a retirada das portas giratórias com detectores de metais. Inclusive, mantém uma campanha constante para que os bancos que ainda não possuem, coloquem o equipamento. Os bancos tentam justificar a retirada por causa dos processos que têm recebido por denúncia de constrangimentos.
“Esse argumento é falacioso e tenta esconder o desejo dos bancos de apresentarem suas agências como locais de pura tranquilidade, frequentadas só por gente bem-sucedida. Com essa postura, os bancos rechaçam as leis que os obrigam a instalar os equipamentos, visto que são iniciativas das Câmaras de Vereadores, como é o caso de Aracaju, que possui lei sobre essa matéria”, afirma José Souza, presidente do SEEB/SE.
O
Sindicato defende as portas de segurança, porque entende que a segurança
deve ser prioridade. Esses equipamentos existem em vários lugares como é
o caso de portos e aeroportos. Quem viaja de avião se submete, acha
chato, mas sabe que a segurança é fundamental.
A
Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe também é contra esta medida,
que comprometerá ainda mais a segurança de funcionários e clientes, que
já vivem sobressaltados com os assaltos e saidinhas de bancos. Por
isso, os bancários estão decididos a não aceitar mais este desrespeito
dos bancos. Serão pautados atos para mostrar à sociedade a medida
equivocada dos banqueiros. Afinal, os clientes também sofrem com a falta
de segurança nas agências, inclusive, muitos já ‘pagaram’ com a própria
vida.
