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Sindicatos cobram fim de reestruturação na Caixa

A cada dia que passa fica mais evidente a política do governo Bolsonaro de desmontar a Caixa e precarizar as condições de trabalho dos empregados. O movimento sindical tem recebido diversas denúncia de que o banco pretende extinguir os cargos de caixa e tesoureiro, podendo deixar milhares de trabalhadores descomissionados.

Nesta terça-feira (3/12), a representação dos bancários entrou em contato com a Caixa cobrando uma reunião para esclarecer a situação, bem como uma possível reestruturação do banco, com poder para afetar as condições de trabalho dos empregados.

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) cobra que a Caixa cumpra o compromisso de fazer reuniões a cada dois meses pra debater as demandas dos funcionários e também de negociar com os representantes dos empregados em casso de reorganização da rede, como consta no Acordo Coletivo.

No entanto, sem nem ao menos informar os representantes dos empregados, houve uma reunião da Vidan (Vice-presidência de Distribuição, Atendimento e Negócios) para debater a restruturação da rede de varejo, com realocação das carteiras de clientes, a criação de um novo cargo de gerente e a extinção do de tesoureiro, quem ocupa o cargo que será extinto terá que concorrer às vagas de gerente que forem criadas. Caso não consigam uma vaga, não terá mais o cargo e, assim, perderá a comissão.

Em contato por telefone com a Contraf, a direção do banco não confirmou as mudanças, alegando que se tratava apenas de um teste para ver a opinião dos empregados e que nenhuma alteração foi votada ainda. O banco também se negou a cumprir a agenda de reuniões bimestrais, pedindo que a reunião fosse marcada apenas para o dia 15 de janeiro.

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