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Sindicatos de Sergipe fazem ato de apoio à greve dos bancários

No quarto dia consecutivo da greve nacional dos bancários, lideranças sindicais da cidade e do campo participaram hoje, dia 03, de um ato político de apoio à greve dos trabalhadores e trabalhadoras dos bancos. A manifestação aconteceu na porta da agência do Bradesco, localizada na Travessa José de Faro, o centro de Aracaju.

Participaram do ato os dirigentes da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB/SE), Sindicato dos Radialistas, Sindicato dos Trabalhadores dos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase), Sindicato dos Enfermeiros, Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos, Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura (Fetase), Sindicato dos Servidores Municipais da Saúde de Aracaju (Sintasa). O ato contou ainda com o apoio dos dirigentes de partidos políticos de esquerda.

Nova expectativa - Em todo o País, mais de 9.300 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados estão fechados. Em Sergipe, das 146 unidades bancárias 134 estão fechadas. "Estamos com novas expectativas. Logo mais às 17h, fruto da forte mobilização e da unidade da nossa categoria, em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários foi convidado para uma nova rodada de negociação com a Fenaban", informa José Souza . Ainda segundo José Souza, em São Paulo, ainda hoje, os representantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal também terão nova negociação para debater as reivindicações específicas.

Bancários querem 12,5%
A greve nacional dos bancários foi deflagrada no último dia 30. Os bancários reivindicam 12,5% de reajuste, valorização do piso salarial, PLR maior, garantia de emprego, melhores condições de saúde e trabalho, com fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. No dia 29 de setembro, a contraproposta da Fenaban foi considerada insuficiente pela categoria: 7,35% para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação) para os pisos.

Por Déa Jacobina Ascom SEEB/SE

Veja abaixo a proposta completa dos bancos e as reivindicações dos bancários.

AS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS

Reajuste salarial de 12,5%.

Piso Salarial de R$ 2.979,25

PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

14º salário.

Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

Fim das metas abusivas.

Combate ao assédio moral.

Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; biombos em frente aos caixas e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

A PROPOSTA DOS BANCOS REJEITADA PELOS BANCÁRIOS

Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias - 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,39% de aumento real).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.

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Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.
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Auxílio-refeição - R$ 24,88.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 426,60.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 355,02.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 303,70.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,97.

Requalificação profissional - R$ 1.214,00.

Auxílio-funeral - R$ 814,57.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.468,95.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,03.

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