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Sindicatos se unem contra demissões no Mercantil do Brasil

Funcionários e clientes do Mercantil do Brasil foram surpreendidos no dia 14 de setembro, com o anúncio do início do processo de encerramento das plataformas de serviços localizadas nas cidades de Salvador, Brasília e Recife. O processo resultou na demissão sumaria de sete bancários, em plena pandemia, causada pelo covid-19.

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Diante da situação, a Comissão de Organização dos Empregados do Mercantil do Brasil (COE/BMB) e representantes de sindicatos de todo o país se reuniram com a direção do banco nesta sexta-feira (18/9), para cobrar explicações sobre o encerramento das unidades e exigir o cancelamento imediato das sete demissões ocorridas.

Segundo a COE, o BMB demitiu os trabalhadores sem ao menos tentar uma transferência ou eventual reaproveitamento em outras unidades. Em algumas demissões, os funcionários desligados denunciaram problemas de saúde e estabilidade provisória de emprego, que não foram levados em consideração pelo banco.

O Mercantil, mais uma vez, alegou que o fechamento das plataformas ocorreu pelo reposicionamento estratégico, focado na atuação exclusiva ao pagamento de pensionistas e beneficiários do INSS. Segundo o representante da instituição financeira, foi tentado o reaproveitamento do maior número de funcionários, mas em muitos casos, a distância de uma unidade a outra do banco impossibilitou essa mudança e que as estabilidades serão garantidas de acordo com a lei específica nesses casos. Informou ainda que a decisão em relação às demissões já foi tomada e que não irá reverter os desligamentos.

Diante do impasse, foi acertada uma nova reunião para a próxima terça-feira, dia 22 de setembro, às 10h, também por videoconferência.

Para o coordenador da COE /BMB, Marco Aurélio Alves, essa atitude é mais uma prova de insensibilidade e truculência do Mercantil do Brasil em plena pandemia “Um processo duro de fechamento de plataformas de serviços aos clientes e demissões de funcionários não deveria ocorrer em hipótese alguma, principalmente nesse período de incertezas e insegurança de pandemia da Covid-19. Para a direção do Mercantil do Brasil, o lucro é mais importante do que o bem estar e a vida das pessoas”, afirmou.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região.

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