Sobe para 182 o número de agências e postos fechados em Sergipe
Em Aracaju, capital sergipana, os bancários fecharam hoje, dia 25, mais dois postos de atendimentos do Banco do Estado de Sergipe (Banese). Na capital, das 31 agências e postos do Banese, a greve atinge 27. No sétimo dia da greve, estão fechadas em todo o estado sergipano 182 agências e postos. Na capital, os bancários fecharam 56 agências e postos de atendimento do setor público e 21 do setor privado. No interior, foram fechadas 96 agências e postos do setor público e nove agências de bancos privados.
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Com o Banese, o Estado de Sergipe tem cerca de 200 agências de nove bancos: 177 (agências e postos) são do setor público (BB, Caixa, BNB, Banese) e 36 do setor privado (Itaú/Unibanco, Mercantil do Brasil, Bradesco, HSBC e Santander).
Comando Nacional
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, José Souza, nesta quinta-feira, dia 26, às 14h, em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários se reunirá para avaliar a primeira semana de greve e definir novas mobilizações, visando conquistar as reivindicações da categoria.
"Enquanto os banqueiros mantêm o silêncio, a greve nacional dos bancários entra no sétimo dia com a paralisação de quase 10 mil agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. Unidos e resistentes, os bancários reivindicam aumento real de salário, valorização do piso, mais contratações e fim da rotatividade, melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades", destaca José Souza.
As principais reivindicações dos bancários
> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)
> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
SEEB-SE
