Terceirização avança no Santander
O Santander segue firme na política de terceirizar os serviços e precarizar os direitos dos funcionários. Em reunião com entidades sindicais nesta quarta-feira (1º/6), a direção do banco confirmou que está terceirizando o setor de investimentos e que os bancários serão “convidados” a aderir ao processo e, caso aceitem, serão demitidos do banco, sem justa causa, e recontratados pela Corretora de Valores, empresa do Grupo Santander.
O banco disse ainda que esses contratos seriam, pelo menos nesse primeiro momento, no regime CLT; e que os trabalhadores que não aceitarem deverão procurar outra vaga no banco, de acordo com sua qualificação. O banco também informou que pretende finalizar o processo em até 60 dias.
O que o Santander não garantiu foram os direitos dos funcionários que aderirem ao processo, uma vez que deixariam der ser bancários e contar com as conquistas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Em evento na segunda-feira (31/5), o banco fez propaganda do novo modelo de atendimento no setor, com a falácia de que os trabalhadores passariam a ser sócios da empresa e que isso traria vantagens para eles. Esta é a tática recorrente dos processos de “uberrização “ da economia em que os direitos trabalhistas são precarizados.
O movimento sindical orienta que os bancários não caiam nessa falácia e denunciem qualquer tipo de coação para aderir ao projeto.
