Trabalhadores esperam dias melhores com o novo governo
Depois de seis anos de desmonte da legislação trabalhista, que começou com Temer e foi aprofundado na gestão Bolsonaro, os trabalhadores esperam uma mudança de postura em relação aos seus direitos a partir de 2023, com o início do governo Lula.

As centrais sindicais já abriram diálogo com o futuro ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para tratar de alterações na reforma trabalhista, promovida pelo governo de Michel Temer e que retirou direitos dos trabalhadores.
Entre as mudanças defendidas pelo movimento sindical estão o fim da homologação de demissões sem anuência dos sindicatos, a revisão do contrato de trabalho intermitente e a volta da ultratividade dos acordos coletivos, regra que prolonga os seus efeitos durante novas negociações.
“Nós sabemos que o governo vai enfrentar dificuldades, devido a eleição de um grande número de representantes do setor empresarial, ruralista e da extrema direita para o Congresso Nacional. Sabemos que não será um governo fácil, mas não abriremos mão das nossas pautas”, ressaltou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, que também é dirigente da CTB.
Neto destacou também o fato do movimento sindical ter a possibilidade de dialogar com o governo de Lula, o que não aconteceu com Bolsonaro, que não recebeu representantes de nenhuma central sindical. A recriação do Ministério do Trabalho também é um sinal importante de que as coisas vão melhorar.
