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Trabalhadores vão às ruas protestar contra a crise e as demissões

30_de_maro_dia_nacional_de_luta_das_centrais_sindicais_110Trabalhadores em todo o país saíram às ruas na última segunda-feira (30), Dia Nacional de Luta, para protestar contra a crise, os juros altos, a exploração dos trabalhadores e as demissões que vêm ocorrendo diariamente em nome desta crise que nasceu nos Estados Unidos.

Em Sergipe, esse dia 30 será lembrado como um marco histórico para os trabalhadores. Começou com uma caminhada na Praça da Bandeira, passando pela Praça General Valadão, e terminou na Travessa José de Faro, local de concentração do maior número de bancos.

"A crise foi gerada pelo capital. Ela é filha dos banqueiros. Na hora do lucro, eles não dividem com os trabalhadores, mas na crise, querem transferir os prejuízos para os trabalhadores. Nós não aceitamos, porque não fomos nós que a produzimos", diz José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários.

Além do Sindicato dos Bancários, marcaram presença na manifestação encabeçada pelas centrais sindicais CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) CUT e Conlutas; os sindicatos Sindiserj, Sintese, Sindijor, Enfermeiros, Sintufs, Sintasa, Sintrase, Sindipetro, Sacema e Comerciários; e movimentos de luta pela terra, estudantil, de moradia e de mulheres e oposição rodoviária.

"Esse é o começo da unificação dos trabalhadores. Há muito tempo eu não via tanta unidade da classe trabalhadora. Os trabalhadores não têm nada a ver com essa crise. Ela foi criada pelo capital. Por isso que a gente quer uma sociedade socialista", defende Edival Góis, presidente da CTB.

"Nossa luta é contra o sistema capitalista, que oprime, que gesta a crise e gera as demissões. Ao logo do tempo gerou lucros exorbitantes, mas na hora da crise chama os trabalhadores para socializar. Não vamos pagar a conta", afirma Antônio Góis, presidente da CUT.

"Essa manifestação é a prova de que os trabalhadores estão fortes. Vamos continuar insistindo na redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Estamos fazendo uma intervenção na Câmara para que esse projeto seja aprovado o mais rápido possível", afirma o deputado federal Iran Barbosa.

"Não devemos permitir que seja negociada a redução da jornada de trabalho com redução de salário", reforça Toeta, militante da Conlutas e do Sindipetro.

"Não é a classe trabalhadora que deve pagar pela crise. Não podemos continuar salvando os banqueiros que exploram e se apropriam da renda dos trabalhadores", acrescenta a deputada estadual Ana Lúcia Menezes.

"Acreditamos que a única saída para os trabalhadores é a luta nas ruas. Para os bancos e as empresas que humilham e levam o dinheiro do povo, só há uma resposta: a organização", defende João Daniel, do MST.

"Essa crise criada pela burguesia será desmoralizada por nós trabalhadores. A UBM veio juntar-se às centrais para protestar contra a crise, as demissões, os juros altos e lutar pelos direitos trabalhistas e sociais", diz Ivânia Pereira, representante da UBM.

"O povo não pode amargar o desemprego. Nós trabalhadores não podemos pagar por uma crise que não criamos", diz Vera Lúcia, também representando a Conlutas.

O professor Dudu, do Sintese de Estância, também participou do movimento junto com outros trabalhadores daquele município. "Quem pariu esta crise que balance. Esse país jamais dividiu o lucro com os trabalhadores, mas querem agora dividir a crise", critica ele.

Antônio Góis encerrou o protesto com um recado para o setor financeiro e o governo federal. "Só com organização essa crise será superada. Se depender dos trabalhadores, nós vamos parar o Brasil. Estamos mostrando que a luta continua na rua".

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