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Vitória da Conquista é 100%. Interdito proibitório não amedronta categoria

A alegria do gestor do Bradesco em Vitória da Conquista, ao exibir como troféu o interdito proibitório que o banco conseguiu na Justiça do Trabalho, tentando enfraquecer o movimento foi uma alegria efêmera e passageira.

O tempo foi passando, o horário de funcionamento da agência aproximando e nenhum funcionário chegava à agência para furar greve, como esperava o referido gerente. O interdito não impede a greve, e, para o sindicato, não teve efeito que inibisse qualquer ato referente à realização do movimento, pois em nenhum momento foi tomada posse de qualquer agência ou o impedimento forçado de qualquer trabalhador em participar da greve.

Sentado em sua mesa, ao telefone, soprando de raiva, o superintendente viu sua estratégia ir por água abaixo, tendo que engolir mais um sapo nessa greve. Não é pela truculência que se convence as pessoas e sim pela atitude. E, sem dúvida, assédio passa longe de ser uma atitude que aglomere pessoas à sua volta.

Nesta terça feira, os bancários pararam 100% na cidade de Vitória da Conquista e várias adesões ocorreram nas cidades da base subindo de 30 para 41 agências paradas e com novas perspectivas para esta quarta-feira.

A pressão de quase 6 mil agências paradas país a fora forçou os banqueiros e o governo a saírem do silêncio. O Banco do Brasil chamou negociação para amanhã, 30, às 15 horas em São Paulo; Quinta-feira, 1/10, negociação com a FENABAM às 10 horas e às 15 horas com a CEF ambas em São Paulo. O presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Sousa estará presente em todas estas negociações.

Segundo Delson Coêlho, presidente do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, “a força do movimento, com a paralisação de 6 mil agências foi fundamental para essa reabertura das negociações e esperamos que a categoria mantenha e amplie esses números, pois assim estaremos mostrando que a greve só termina com uma proposta digna de ser apreciada”. Além disso, Delson destacou o papel dos bancários da Bahia e Sergipe, estados que fazem parte de nossa Federação: “somos 11% de todas as agências paradas em todo o país, mostrando a pujança de nosso movimento e da consciência da categoria em nossa base territorial. Esses números são realmente um referencial para os bancários e sindicatos de todo o Brasil, mostrando que é possível realizar um momento forte e vitorioso”.

ASCOM - Sindicato dos Bancários
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