Vitória dos trabalhadores: Câmara rejeita urgência para projeto de reforma trabalhista
Os trabalhadores tiveram nesta terça-feira (18) uma vitória na luta contra a reforma trabalhista que altera a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), retirando direitos e conquistas. A Câmara dos Deputados rejeitou a urgência para votação do substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 6.787 da reforma, derrotando o Governo Temer. Foram 230 votos pela urgência, número insuficiente para a aprovação (257), e 163 contrários. Logo após a apuração do resultado, os deputados da oposição comemoraram gritando "Fora, Temer".

Na sessão, os deputados da oposição portavam cartazes com dizeres como "Urgência é golpe". Antes da votação, atendendo a um apelo da líder do PCdoB, Alice Portugal (BA), o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegou a dar prazo até as 17h de hoje para que integrantes da comissão especial apresentassem emendas. A previsão do governo era de que a votação do substitutivo na comissão acontecesse na próxima terça (25) e em plenário no dia seguinte.
Partidos como PT, PCdoB, PDT, Rede, Psol e Solidariedade (este integrante a base aliada) orientaram voto contra a urgência; os principais partidos governistas – PMDB, PSDB, DEM, PSD, PR, PTB, PSC, PPS, PV, PP, PRB, PEN – assinaram o pedido de urgência; o PSB assinou o pedido, mas liberou a bancada. O regime de urgência permite a um projeto de lei “pular” etapas de sua tramitação.
Mas os trabalhadores devem estar atentos. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que “se a maioria dos líderes, de qualquer lado, apresentar novo requerimento, é uma decisão que pode ser pautada a qualquer momento”.
Com informações da Rede Brasil Atual
