12º dia de greve: Bancários continuam na luta em Conquista
Os bancários de todo o Brasil continuam a sua luta por um acordo digno na Campanha Salarial 2009. Hoje, 5/10, a categoria chega ao 12º dia de greve por tempo indeterminado, atingindo na última sexta feira ao total de 7.053 agências fechadas.
Este número é crescente
em todo o país, saindo de 2.881 no primeiro dia até superar os 7 mil na
última atualização do quadro. Em Vitória da Conquista e Região o quadro
se mantém estável, com 100% de paralisação na CEF, BNB, Itaú, HSBC e
BMB. O BB tem apenas uma agência aberta, funcionando precariamente na
região.
O único banco que tem extrapolado de todas as maneiras
na pressão e assédio moral para funcionar é o Bradesco,
“coincidentemente” o que mais lucra, o que mais demite, o que tem uma
triste estatística de funcionários lesionados devido ao excesso de
trabalho.
O
Sindicato dos Bancários continua a mobilização da categoria. Na manhã
desta segunda feira realiza um ato em frente às agências 270 e 3548 uma
manifestação com uma banda de sopro, chamando à atenção da população em
relação ao desrespeito do Bradesco com os seus trabalhadores e com os
clientes, que, pagam altas taxas e continuam recebendo um atendimento
ruim por falta de bancários nas agências.
Os bancários vão continuar a greve por:
- Reajuste de 10% do salário. Os bancos ofereceram 4,5%, apenas a reposição da inflação dos últimos doze meses, enquanto outras categorias de trabalhadores de setores econômicos menos lucrativos estão conquistando aumento real de salário.
- PLR maior. Os bancos querem reduzir PLR para aumentar lucros. Os bancários querem uma PLR simplificada, equivalente a três salários mais R$ 3.850 fixos. Os banqueiros propuseram 1,5 salário limitado a 4% do lucro líquido mais 1,5% do lucro líquido distribuído linearmente, com limite de R$ 1.500. Essa fórmula reduz o valor da PLR paga no ano passado. Em 2008, os bancos distribuíram de PLR até 15% do lucro líquidomais parcela adicional relativa ao aumento da lucratividade que chegou a R$ 1.980. Neste ano querem limitar o total da PLR distrubuida aos bancários a 5,5% do lucro líquido e a R$ 11.500.
- Valorização dos pisos salariais. A categoria reivindica pisos de R$ 1.432 para portaria, R$ 2.047 (salário mínimo do Dieese) para escriturário, R$ 2.763,45 para caixa, R$ 3.477,00 para primeiro comissionado e R$ 4.605,73 para primeiro gerente. Os bancos rejeitam a valorização dos pisos e propõem 4,5% de reajuste para todas as faixas salariais.
- Preservação dos empregos e mais contratações. Seis dos maiores bancos do país estão passando por processos de fusão. Os bancários querem garantias de que não perderão postos de trabalho e exigem mais contratações para dar conta da crescente demanda. Os bancos se recusam a discutir o emprego e aplicar a Convenção 158 da OIT, que inibe demissões imotivadas.
- Mais saúde e melhores condições de trabalho. A enorme pressão por metas e o assédio moral são os piores problemas que a categoria enfrenta hoje, provocando sérios impactos na saúde física e psíquica. A Fenaban não fez proposta para combater essa situação e melhorar as condições de saúde e trabalho.
- Auxílio-creche/babá. A categoria quer R$ 465 (um salário mínimo) para filhos até 83 meses (idade prevista no acordo em vigor). Os bancos oferecem R$ 205 e querem reduzir a idade para 71 meses.
- Auxílio-refeição. Os bancários reivindicam R$ 19,25 ao dia e as empresas propõem R$ 16,63.
- Cesta-alimentação. Os trabalhadores querem R$ 465, inclusive para a 13ª cesta-alimentação. Os bancos oferecem R$ 285,21 tanto para a cesta mensal quanto para a 13ª.
- Segurança. Os bancários querem instalações seguras e medidas como a proibição ao transporte de numerário, malotes e guarda das chaves. Também reivindicam adicional de risco de vida de 40% do salário para quem trabalha em agências e postos. A categoria defende proteção da vida dos trabalhadores e clientes.
- Previdência complementar para todos. Os bancários reivindicam planos de previdência complementar para todos os trabalhadores, com patrocínico dos bancos e participação na gestão dos fundos de pensão.
