740 entidades e intelectuais firmam manifesto pelas cotas
O documento em defesa da Justiça e Constitucionalidade das Cotas já foi assinado por mais de 740 entidades, militantes do movimento negro, intelectuais, artistas, cineastas, juristas, estudantes e professores de todo o Brasil.
"As cotas e o ProUni significam uma mudança e um compromisso ético do Estado brasileiro na superação de um histórico de exclusão que atinge de forma particular negros e pobres", afirma o documento.
Entre os apoiadores do manifesto favorável às políticas afirmativas estão a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), o arquiteto Oscar Niemeyer, o cineasta Jorge Furtado, os atores Paulo Betti, Tais Araújo, Lázaro Ramos, Wagner Moura e Zezé Motta.
Para a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, "o sistema de cotas é um importante instrumento de inclusão social e cumpre o papel de democratizar o acesso ao ensino superior. A população negra e de baixa renda, por anos, foi excluída dos muros da academia e as cotas hoje ajudam a quebrar essa barreira".
As primeiras universidades a instituírem cotas para negros foram a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), após a aprovação de lei sobre cotas pela Assembléia Estadual do Rio de Janeiro em 2001.
Há cinco anos recebendo alunos por meio do sistema de cotas, a reitoria da UERJ avalia que o desempenho acadêmico dos cotistas continua satisfatório. Atualmente, 40% dos alunos da UERJ são cotistas.
"O governo pretende manter a implementação da política de cotas para estudantes negros nas universidades do país", afirmou o subsecretário de Planejamento da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Martus das Chagas. "A intenção do governo é introduzir essa política em todas as instituições públicas de ensino do país a partir da aprovação do projeto de lei no Congresso", ressaltou.
