A cada 25 horas um LGBT é assassinado no Brasil
De acordo com informações do Grupo Gay da Bahia (GGB), até o início do mês de abril de 2017, 117 pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) foram assassinadas no Brasil devido à discriminação à orientação sexual. Durante toda esta quarta-feira (17/5) o grupo promove uma programação voltada para o tema, devido ao Dia Internacional Contra a Homofobia.
Debates em diversos pontos da capital baiana, como centros de apoio, estão sendo alvo durante todo o dia para que a violência contra LGBT’s não seja esquecida e se torne foco de medidas legislativas e políticas públicas nos níveis municipal, estadual e federal.
Para o membro honorário do GGB, Genilson Coutinho, a crescente violência contra pessoas LGBT, pode ser atribuída a diversos fatores, sobretudo à impunidade, porque não há nenhuma lei que torne crime esse tipo de violência.
Além disso, ele cita, como forma de sustentar a homofobia, a ausência de políticas públicas e a falta de atendimento apropriado a essas pessoas, em locais de denúncias e apoio, o que institucionaliza esse tipo de violência. Coutinho conta que muitos casos deixam de ser registrados em delegacias, por exemplo, porque as vítimas passam por constrangimentos, o que acaba sendo uma segunda violência.
O relatório do GGB, com dados de 2016, mostra que a Bahia é o segundo estado do país que mais mata pessoas LGBT por motivações homofóbicas. O primeiro é São Paulo. Somente a capital, Salvador, registou mais de 600 atendimentos em um ano de funcionamento do Centro de Referência para essas pessoas.
