Acaba a greve nos privados, BB e Caixa em Salvador
A
greve dos bancários terminou na base do Sindicato da Bahia, exceto no BNB. A decisão foi tomada na
assembleia desta segunda-feira (17). Graças à força da categoria, que em
21 dias fechou mais de 9 mil agências em todo o país, a Fenaban
melhorou a proposta. O índice de reajuste, de 9%, embora muito longe do
ideal, representa avanços. Inicialmente, os bancos queriam pagar 7,8%,
ou seja, a reposição da inflação.
O
piso salarial de R$ 1,4 mil também é outra importante conquista. No
início dos debates, a Fenaban não aceitava nem discutir o assunto. A
Participação nos Lucros e Resultados também será maior, com o aumento da
parcela fixa básica para R$ 1,4 mil (reajuste de 27,2%) e do teto da
parcela adicional de R$ 2,8 mil (reajuste de 16,7%).
As
melhorias só vieram porque os bancários mostraram união e fizeram da
greve a maior dos últimos anos. Na Bahia, a adesão dos trabalhadores foi
surpreendente. No primeiro dia de paralisação, em 27 de setembro, os
baianos fecharam 346 unidades bancárias. Aos poucos, os funcionários
foram aderindo ao movimento e, no quarto dia de paralisação, o Estado
contava com 605 agências fechadas. Nem mesmo o assédio moral e as
ameaças de demissão foram capazes de impedir a participação da
categoria.
Do
interior chegavam, a todo o momento, mensagens de apoio e informações
sobre a paralisação nos municípios. Eram bancários que faziam questão de
engrossar a luta contra a enrolação da Fenaban e por uma proposta
decente. Agora, é hora de voltar ao trabalho. Mas, luta contra os abusos
dos bancos continua e deve ser diária.
