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Acarajé é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia

Além de terem o ofício reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, as baianas de acarajé receberão o título estadual. Nesta sexta-feira (26/10), o governador Wagner assina o decreto reconhecendo o Ofício das Baianas de Acarajé como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia. O ato acontece às 11h, na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

Com o decreto, o ofício será registrado no Livro Especial de Saberes e Modos de Fazer do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado. A solicitação foi requerida pela Associação das Baianas de Acarajé e Mingau (ABAM), que mesmo já tendo o reconhecimento federal, via Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), considerou de relevância o registro estadual, por se tratar de uma prática eminentemente baiana.

O reconhecimento propicia que o Saber e o Modo de Fazer do Acarajé tenha a continuidade garantida por intermédio de políticas de salvaguarda – elaboração de leis que preservem a tradição, divulgação dos conhecimentos, proporcionar apoio oficial às entidades relacionadas às baianas e fomentar a melhoria das condições de produção, reprodução e circulação relacionadas ao bem cultural, dentre outras iniciativas.

O registro engloba os rituais envolvidos na produção, nos modos de fazer, na preparação do local de venda, na arrumação no tabuleiro do acarajé e dos demais quitutes disponíveis.

De Salvador,
Ana Emília Ribeiro
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