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Ações contram assédio aos grevistas do BB

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil nesta quinta-feira (31), em Brasília, para avaliar os efeitos e as ações políticas e sindicais realizadas pelos sindicatos no período imediato após as assinaturas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com o BB, no dia 18 de outubro.

O encontro foi necessário para verificar se os problemas foram todos resolvidos, já que a direção do BB havia iniciado um forte ataque aos grevistas desde o dia seguinte à assinatura dos instrumentos coletivos. Naquela oportunidade, as entidades sindicais já haviam alertado os representantes do banco de que não aceitariam uma repetição do processo de práticas antissindicais e assédios aos grevistas como ocorreu no ano passado, quando as partes foram parar inclusive no Ministério Público do Trabalho (MPT), que instaurou processo investigatório contra o BB.

Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São Paulo                                                                             Paralisação na Superintendência do BB, na Avenida Paulista

No entanto, a direção do banco e parte de seus administradores começaram com a prática de cancelar férias dos grevistas, fazer anotações nos pontos eletrônicos e na GDP, alegando falsamente que os bancários não estavam cumprindo a convenção coletiva quando compensavam alguns minutos a menos que uma hora, quando na verdade o que a CCT diz é "prestação suplementar de trabalho, limitada a 1 (uma) hora diária". Além disso, administradores passaram a inventar termos pessoais, exigindo que bancários os assinassem com compromissos de cumprir tabelas de compensação, fazendo inclusive intervalo de uma hora de almoço.

Mobilização

Apesar do esforço nos contatos diários com a direção do banco na primeira semana, não foram resolvidos todos os problemas que prejudicaram os bancários e foram necessárias manifestações sindicais em locais onde o assédio estava se espalhando rapidamente como, por exemplo, nas áreas que pertencem à Dinop - CSO, CSL, Compe, PSO etc.

As entidades sindicais buscaram o diálogo com as administrações, primeiro alertando que caso não fossem revistas as práticas antissindicais haveria atividades sindicais. Pelo que pode ser apurado pelas representações da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, após a forte pressão exercida pelo movimento sindical nessas duas semanas, os problemas agora estão mais pontuais.

Fonte: Contraf

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