Adilson Araújo: Vamos barrar nas ruas o desmonte da Previdência Social
O anúncio de Michel Temer na noite desta terça-feira (22), que altera a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287), que propõe acabar com as aposentadorias, é um claro recuo, resultado da luta da classe trabalhadora, que aderiu em massa às manifestações do último dia 15.
A retirada dos servidores municipais e estaduais da reforma da Previdência pode ser traduzida como uma vitória do movimento sindical que, de forma contundente, afirmou que não aceitará nenhuma retirada de direitos.
Mas é preciso alertar, ao mesmo tempo, que a proposta de Temer continua indigesta. Ao recuar o presidente golpista percebeu que a reforma não seria aprovada no Congresso e tentou aliviar a pressão contra os parlamentares nos estados e ao mesmo tempo dividir a classe trabalhadora e reduzir as dimensões dos protestos.
Em contraposição, a mobilização dos movimentos sociais e sindical deve seguir firme para que a PEC seja rechaçada pelo conjunto da sociedade e não encontre lastro no Congresso para a sua aprovação.
A greve nacional do professorado e os protestos do dia 15 racharam a base de Temer. E a resposta do governo mostra que com mobilização e unidade podemos virar esse jogo.
Vamos caminhar unidos com as demais centrais e os movimentos sociais em direção à greve geral. Mostraremos, nas ruas, que a classe trabalhadora e o povo não admitirão retrocessos em suas conquistas.
Adilson Araújo
Presidente da CTB
