América Latina se mobiliza para a Semana de Ação Mundial pela Educação
As manifestações têm como objetivo mostrar ao mundo que, em pleno século 21, ainda há milhões de crianças, adolescentes e adultos que são privados de seu direito à educação. Os que enfrentam a pobreza, vivem em regiões de conflitos bélicos, são vítimas de preconceitos, seja de raça ou gênero, são afetados pelo trabalho infantil têm o direito à educação ferido mais constantemente.
Nos países latino-americanos, algumas atividades já estão programadas. Na República Dominicana, a busca pela excelência do ensino se fortalece com o incentivo à participação popular na construção de idéias. Nesse sentido, 300 escolas desenvolverão atividades, em que os estudantes elaborarão uma plataforma contra a exclusão. Os próprios estudantes levarão a proposta para o Congresso Nacional.
No Brasil, será apresentado o resultado de uma consulta eletrônica sobre o que é educação de qualidade, e, em Honduras, a Semana começa com uma manifestação na Casa Presidencial.
No dia 23, quando se completa oito anos da Conferência de Dakar (2000), onde foram estabelecidas metas de Educação Para Todos (EPT), a Campanha Mundial pede que os ativistas levem para as escolas o maior número de pessoas, especialmente políticos, autoridades governamentais e personalidades. Elas deverão discutir o tema da exclusão educacional e, ainda, tentar fazer um record de a maior sala de aula do mundo.
A Campanha latino-americana pelo direito à educação (Clade) também participa das mobilizações da Semana de Ações. Assim, entregará ao Relator Especial das Nações Unidas para o Direito à Educação, Vernor Muñoz, um documento com sugestões para a Conferência de Revisão de Durban (2001), que será realizada em 2009. Com as contribuições, a Clade espera chamar atenção para a discriminação étnico-racial como obstáculo para a concretização do direito à educação.
A Clade lançará ainda uma série de entrevistas sobre a exclusão educacional na América Latina. Nelas, os destaques são os grupos que têm seus direitos à educação violados.
