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Apesar dos lucros, Caixa se nega a contratar e melhorar condições de trabalho

Segundo balanço divulgado na última sexta sexta-feira (20), a Caixa Econômica Federal alcançou lucro líquido de R$ 6,5 bilhões até setembro de 2015, aumento de 23,3% em relação ao mesmo período de 2014. No terceiro trimestre, o resultado foi de R$ 3 bilhões, evolução de 60% sobre julho/setembro do ano passado e de 57% em relação ao segundo trimestre de 2015.

Os números apontam que houve aumento nas contratações da carteira de habitação, no crédito comercial, na área de saneamento e infraestrutura e no crédito rural, bem como na captação de recursos (caderneta de poupança). A carteira de crédito ampla, por exemplo, avançou 15,5% em 12 meses e 2,8% no trimestre. O saldo alcançou R$ 666,1 bilhões, representando 20,9% do mercado.

Já o crédito habitacional continuou a ser o principal destaque, com evolução de 17,2% em relação ao acumulado entre janeiro e setembro de 2014. O saldo atual é de R$ 375,7 bilhões, o que representa 67,5% de participação no mercado. 

Para Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), os dados também mostram que o banco tem condições de melhorar as condições de trabalho nas unidades e contratar mais. "Enquanto a Caixa lucra mais e ganha mais com tarifas, os empregados, que fazem todo esse resultado positivo, convivem com sobrecarga, pressão por metas e adoecimento. É preciso que os ganhos da empresa sejam revertidos em respeito à qualidade de vida da categoria", afirma.

Mais empregados já - Nesta quarta-feira (25), vence o prazo estabelecido pelo Ministério Público do Trabalho para a Caixa Econômica Federal apresentar cronograma de contratação dos aprovados no concurso público realizado em 2014 ou estudo em que dimensione as admissões a serem feitas até dezembro deste ano, como prevê a cláusula 50 do ACT 2014/2015, ou até junho de 2016, quando termina a validade do certame.

Fonte: Fenae

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