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Atividades marcam Dia da Consciência Negra na Bahia

consciencia_negraNesta sexta-feira (20/11), em todo o país, várias atividades comemoram o Dia Nacional da Consciência Negra. Em cerca de 700 municípios, será feriado ou ponto facultativo na data que homenageia Zumbi dos Palmares, um dos líderes do Quilombo dos Palmares, o mais conhecido núcleo de resistência negra à escravidão no país. Em Salvador, na Praça Castro Alves, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina 30 decretos para a titulação de terras de comunidades quilombolas situadas em 14 estados.

Na Praça da Sé, às 13 horas, a Unegro, o Grupo Cultural Olodum, Malê Debalê, Muzenza, Grucon e a Associação de Baianas de Acarajé e Mingau da Bahia realizam o ato público em Legítima Defesa da Vida. Os grupos vão reunir centenas de pessoas para realizar a primeira lavagem da imagem de Zumbi dos Palmares, com o objetivo de chamar a atenção dos poderes públicos para o monumento deste herói negro, que está abandonado.

Após o ato público, as entidades vão realizar uma caminhada em direção ao Campo Grande, onde os representantes de cada organização vão ler as principais reivindicações do movimento negro baiano, para que em seguida seja documentado e entregue para os poderes públicos. Estas manifestações têm o apoio da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-BA).

Quilombolas - A Bahia é o estado com maior concentração de afrodescendentes do País e três comunidades serão beneficiadas com os decretos para titulação de terras: Quilombola Jatobá, no município de São Francisco, e Lagoa do Peixe e Nova Batatinha, em Bom Jesus da Lapa, que juntos somam no total 26,8 mil hectares de terra.  No estado, seis áreas são tituladas pelo Incra, em meio a 69 processos em andamento de uma demanda estimada em 600 comunidades quilombolas identificadas. As comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares são 258.

Desigualdade entre bancários - No Mapa da Diversidade, a pesquisa nacional realizada em 2009 pela Febraban com 214 mil bancários de todo o país, em parceria com os sindicatos, revela que a desigualdade entre negros e brancos persistem também no setor. Apenas 2,3% dos bancários são negros. A grande maioria da categoria (77,4%) é composta por brancos. Outros 16,7% são pardos, 3,3% são amarelos e 0,3% são índios. Além de minoria que contrasta com a formação da força de trabalho no país, os negros também sofrem a discriminação na remuneração e na ascensão profissional. O homem negro recebe 84% do salário do homem branco, enquanto a mulher negra recebe 68%. Os cargos de diretoria e superintendência são ocupados por apenas 4,8% de negros e pardos.

Na sociedade, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a distância da renda atrelada ao trabalho dos brancos e negros diminuiu 3,1% entre 2003 e 2009. Apesar da queda, esta diferença ainda é um abismo: o rendimento médio de um negro (R$ 847,70) atualmente equivale a 50,9% da renda média do branco (R$ 1.663,90). Em 2003, o índice era 47,8%.


Com informações do Vermelho, Contraf e A Tarde Online

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