Ato do Dia do Trabalhador da CTB reúne diversos sindicatos e associações
"A CTB está fazendo seu ato pelo dia dos trabalhadores e trabalhadoras do mundo inteiro. E estamos defendendo a redução da jornada semanal de trabalho, de 44 para 40 horas, o que já ocorre em outros países. Esse é um projeto muito importante, porque vai possibilitar a criação de novas vagas de emprego", disse Edival Góis, coordenador estadual da CTB.
Segundo estudo do Dieese - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos -, caso a jornada de 40 horas semanais seja regulamentada, há a possibilidade de criação de pelo menos 2 milhões de empregos no país.
Para isso, está em tramitação no Câmara dos Deputados o projeto de lei de Inácio Arruda (PCdoB/CE), em defesa da redução da jornada de trabalho. "Essa é uma tarefa difícil, porque a maioria dos parlamentares é empresário. Mas não se consegue nada sem luta", defende José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários. Na oportunidade, Souza lembrou dos trabalhadores que pagaram com a vida por buscar melhores condições de trabalho.
Outros representantes dos trabalhadores também participaram do ato. Entre eles, a União Brasileira das Mulheres - UBM/SE; a Associação de Prevenção e Combate à Ler/Dort do Estado de Sergipe - APCLER/SE; Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário no Estado de Sergipe - Sindserj; Federação dos Trabalhadores na Agricultura - Fetase; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nossa Senhora das Dores; Sindicato dos Gráficos, Sindicato dos Rodoviários; Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais - Sintrase; Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde Trabalho e Previdência - Sindiprev; União da Juventude Socialista - UJS; Sindicato das Domésticas e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - Ubes.
"Nós, da União Brasileira de Mulheres, também defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salário", reforça Ivânia Pereira, que também é diretora do Sindicato dos Bancários. Na ocasião, foram recolhidas assinaturas para o abaixo-assinado que será entregue no Congresso Nacional, no dia 28 de maio, quando ocorrerá o ‘Dia Nacional de Mobilizações', convocado, conjuntamente, por todas as centrais sindicais brasileiras. A expectativa é recolher 1 milhão de assinaturas.
