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Ato em defesa do diploma para jornalista

O auditório do Sindicato dos Bancários da Bahia foi palco na noite de segunda-feira (6), de uma manifestação seguida de assembléia-geral dos jornalistas, que se reuniram para discutir formas de luta para reverter a decisão equivocada do STF (Supremo Tribunal Federal), que acolheu um antigo pleito dos patrões, leia-se os poderosos meios de comunicação, e acabou com a exigência de diploma de nível universitário para a prática do jornalismo no Brasil.

Na manhã da segunda-feira, os jornalistas se concentraram em frente ao prédio do Tribunal de Justiça, mais conhecido como Sukitão, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde fizeram ato de protesto contra a presença em Salvador do presidente do STF, o controverso ministro Gilmar Mendes, principal responsável e articulador da queda da exigência do diploma de jornalismo. Hoje, na categoria, ele é considerado persona non grata.

A presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Kardé Mourão, explicou que a importância do diploma está não na reserva de mercado, mas na necessidade da boa formação ética e profissional que somente a formação universitária específica pode assegurar.

O jornalista Rogaciano Medeiros, editor de O Bancário, disse que a decisão do STF está na contramão da história. Segundo ele, a extinção do diploma de jornalismo é um retrocesso porque coloca o Brasil de volta aos tempos do neoliberalismo de FHC. Lembrou que enquanto a OAB e outros conselhos de categorias profissionais introduzem a exigência de exames pós graduação para garantir qualificação dos serviços prestados à sociedade, a Suprema Corte caminha no sentido contrário.

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