Bahia consagra projeto político representado por Wagner
Os baianos querem a continuidade do projeto político iniciado por Lula no Brasil e Wagner na Bahia. É o que mostra os resultados das urnas na votação deste domingo, 3 de outubro. Além de reelegerem o governador Jaques Wagner já no primeiro turno com 63,83% dos votos válidos, o povo elegeu ainda os dois senadores de esquerda – Pinheiro e Lídice -, 22 dos 39 deputados federais e 33 dos 63 deputados estaduais do mesmo time. Dilma também venceu na Bahia, com 62% dos votos.
A vitória do chamado publicitariamente de time de Lula, Dilma e Wagner nas eleições majoritárias e proporcionais revela a consolidação do novo projeto político e enterra definitivamente a era do grupo carlista, que ainda possuia representação no Senado Federal : César Borges e Antonio Magalhães Júnior, irmão de ACM. A partir de janeiro, os dois serão substituídos por Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB), que foram eleitos com 31% e 28,9% dos votos, respectivamente. Borges teve apenas 13% dos votos e os outros dois representantes do DEM, José Ronaldo e José Carlos Aleluia, não alcançaram 10% dos votos cada.Nas eleições proporcionais, o desempenho dos candidatos que apoiavam o projeto que tem à frente o goverandor Wagner, também se sobressaiu sobre os demais. A coligação Pra Bahia Seguir em Frente elegeu, por exemplo, 22 dos 39 deputados que vão representar o estado na Câmara Federal. Só entre os dez mais bem votados, oito eram do time de Wagner. O PCdoB também deu sua contribuição nesta vitória, elegendo Daniel (9º), Edson Pimenta (14º) e Alice Portugal (15º).
Entre os deputados estaduais os candidatos da base do governo também se destacaram. Entre os dez mais votados, os nove primeiros são do time de Wagner, que elegeu 33 dos 63 parlamentares da Assembléia Legislativa da Bahia. Fabrício, Álvaro Gomes e Kelly Magalhães são os representantes do PCdoB no grupo, que vai ajudar Wagner e avançar nas mudanças sociais e políticas iniciadas na Bahia.
Capital e interior
Como o maior colégio eleitoral do estado, Salvador tem um peso muito importante para eleição dos candidatos, seja nas eleições majoritárias ou proporcionais. Na capital baiana, o governador Jaques Wagner obteve 64,29% dos votos, contra 14,91% de Paulo Souto (Dem) e 10,36% de Geddel Vieira Lima (PMDB). Wagner venceu também com folga nas principais cidades do estado: Feira de Santana (50%), Barreiras (66%), Juazeiro (67%), Camaçari (60%) e Itabuna (48%).
Salvador manteve ainda a tradição de garantir vitórias aos representantes da esquerda. A candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef, venceu na capital com 53,81% dos votos. A segunda colocada foi Marina Silva (PV), com 30,21% e o terceiro José Serra do PSDB, com 14,77% dos votos. Entre as maiores cidades baianas, Dilma venceu também em Barreiras (66%), Juazeiro (67%), Camaçari (51%) e Itabuna (43%), por exemplo.
Lídice e Pinheiro também venceram com facilidade em Salvador, ambos receberam a mesma porcentagem de votos, 32%. No interior obtiveram desempenho semelhante nas principais cidades, vencendo com folga os adversários, por exemplo, em Barreiras, Vitória da Conquista, Itabuna, Juazeiro e Camaçari.
Salvador também deu a vitória ao time de Lula e Wagner nas eleições proporcionais. Entre os dez deputados federais mais votados na capital, seis são aliados do governador. O PCdoB tem dois deputados entre os mais votados na cidade, Alice Portugal (6º) e Daniel Almeida (7º). Alice desponta em torno de 46 mil votos na capital, entre os 135 mil e 817 que recebeu, já Daniel que chegou a 135 mil 817 votos no estado, obteve 31 mil votos na capital.
A frente política que tem à frente a candidatura de Wagner garantiu excelente votação na capital ainda para deputado estadual. Sendo cinco entre os dez primeiros colocados aliados do governador. Entre estes, a vereadora Olívia Santana, que não se elegeu para deputada estadual, foi a sexta mais bem votada em Salvador obtendo em torno de 25 mil votos. Álvaro Gomes foi 12º e Aladilce Souza a 21ª.
De Salvador,
Eliane Costa
