Bahia dá exemplo na greve nacional
A greve dos bancários de 2015 mostrou a força dos trabalhadores da Bahia durante os 21 dias de paralisação e mais de 1 mil agências fechadas por todo o Estado. Embora a última proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de 10% de reajuste salarial, o que representa aumento real de 0,12%, não tenha sido satisfatória, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), inclusive, rejeitou a proposta na mesa com o Comando Nacional, os bancários saem de cabeça erguida, vitoriosos por terem lutado.
A aceitação da proposta acontece por questão de responsabilidade. Os trabalhadores conhecem bem a política perversa praticada pelos bancos. Ameaça de demissão, pressão, assédio moral, descomissionamento, no caso da rede pública, são só alguns exemplos dos abusos cometidos pelas empresas.
Agora, é preciso reconhecer a unidade. "A categoria está de parabéns pela participação exemplar. Nosso movimento foi pacífico e contou com amplo apoio da população. Enfrentar o setor mais lucrativo da economia não é fácil e a batalha continua", lembra o presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos.
Longo caminho - Vale destacar o caminho percorrido pelo Sindicato desde o início do ano, para construir uma pauta democrática. Foram mais de 1 mil encontros. Centenas de cidades percorridas. Corpo a corpo com bancários. A Conferência Interestadual, a maior dos últimos anos, o Encontro dos Bancos Públicos até chegar à Conferência Nacional e ao lançamento da campanha, com a intensificação das visitas às agências.
SEEB-BA
