Bahia vai liberar R$ 110 milhões para estimular a economia
O governador Jaques Wagner (PT) anunciou na sexta-feira, 28, que o Estado já tem R$ 110 milhões para disponibilizar em forma de linhas de crédito do Desenbahia para ajudar empresas baianas com dificuldades em função dos efeitos da crise financeira internacional. Segundo ele, desse total, R$ 80 milhões serão destinados para o Pólo de Informática de Ilhéus. Ele não informou a destinação dos outros R$ 30 milhões. Wagner também confirmou o parcelamento do ICMS em até quatro vezes para o comércio.
O governador criticou as cinco empresas fornecedoras de peças da fábrica da Ford de Camaçari por terem começado a demitir funcionários devido às férias coletivas da montadora. "O que eu quero deixar claro é que a postura das empresas não pode ser de reação imediata a esse momento, e a primeira reação é demitir. Acho que essa é uma postura que não contribui. Evidentemente que quem vai gerir é o dono do seu próprio negócio, mas eu acho que é preciso ter um esforço nesse momento da crise, até porque no momento anterior da crise, as margens que se estava praticando eram margens que estavam remunerando bem o capital investido", reclamou.
Na visão do governador a estratégia das empresas tem um efeito muito negativo para a economia como um todo. "Se cria uma roda negativa. Porque se a demissão chega aquela pessoa deixa de comprar, o vizinho dele, assustado com a possibilidade da demissão, deixa de comprar. Ai você coloca a roda da economia a rodar em sentido contrário", declarou.
O governador disse ter conversado com os dirigentes da Ford sobre a crise econômica. "Eles nos comunicaram que iriam dar férias em função das questões de mercado, é um momento agudo por que passa a crise, eu creio que no primeiro trimestre do ano que vem nós já vamos ter uma melhora", disse, lembrando que também foi procurado por representantes da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) que entregaram algumas solicitações.
"Nós estamos estudando na Secretaria da Fazenda. O governo federal está fazendo sua parte dando ordens ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal, ao BNDES para facilitar e baratear as linhas de crédito para que se possa repor o capital de giro de várias empresas e nós estamos analisando o pedido de adiamento do recolhimento do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)". O governador disse estar aplicando "a mesma regra que o presidente Lula tem insistido em formular, sem nenhuma falta de realismo, mas tem um realismo positivo, de tentar encontrar caminhos para que a gente possa passar esse momento mais agudo e evidentemente retomar o crescimento a partir de 2009".
Reforma Tributária
Ao se referir nesta sexta mais uma vez sobre a reforma tributária que está em tramitação no Congresso, Wagner voltou a defender o fim da guerra fiscal e qualificou como "constrangedor" o fato de um governador precisar participar de um "leilão de barateamento, oferecendo incentivo fiscal" para atrair empresas aos estados.
"As pessoas precisam entender que toda a guerra fiscal que está instituída ela é toda ilegal. Nós estamos trabalhando num sistema jurídico de absoluta insegurança. Nenhum dos incentivos fiscais oferecidos ou por nós ou por outro Estado está legalizado pois nenhum deles ou pouquíssimos deles foram referendados pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária)", afirmou.
CNM
O governador criticou as cinco empresas fornecedoras de peças da fábrica da Ford de Camaçari por terem começado a demitir funcionários devido às férias coletivas da montadora. "O que eu quero deixar claro é que a postura das empresas não pode ser de reação imediata a esse momento, e a primeira reação é demitir. Acho que essa é uma postura que não contribui. Evidentemente que quem vai gerir é o dono do seu próprio negócio, mas eu acho que é preciso ter um esforço nesse momento da crise, até porque no momento anterior da crise, as margens que se estava praticando eram margens que estavam remunerando bem o capital investido", reclamou.
Na visão do governador a estratégia das empresas tem um efeito muito negativo para a economia como um todo. "Se cria uma roda negativa. Porque se a demissão chega aquela pessoa deixa de comprar, o vizinho dele, assustado com a possibilidade da demissão, deixa de comprar. Ai você coloca a roda da economia a rodar em sentido contrário", declarou.
O governador disse ter conversado com os dirigentes da Ford sobre a crise econômica. "Eles nos comunicaram que iriam dar férias em função das questões de mercado, é um momento agudo por que passa a crise, eu creio que no primeiro trimestre do ano que vem nós já vamos ter uma melhora", disse, lembrando que também foi procurado por representantes da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) que entregaram algumas solicitações.
"Nós estamos estudando na Secretaria da Fazenda. O governo federal está fazendo sua parte dando ordens ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal, ao BNDES para facilitar e baratear as linhas de crédito para que se possa repor o capital de giro de várias empresas e nós estamos analisando o pedido de adiamento do recolhimento do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)". O governador disse estar aplicando "a mesma regra que o presidente Lula tem insistido em formular, sem nenhuma falta de realismo, mas tem um realismo positivo, de tentar encontrar caminhos para que a gente possa passar esse momento mais agudo e evidentemente retomar o crescimento a partir de 2009".
Reforma Tributária
Ao se referir nesta sexta mais uma vez sobre a reforma tributária que está em tramitação no Congresso, Wagner voltou a defender o fim da guerra fiscal e qualificou como "constrangedor" o fato de um governador precisar participar de um "leilão de barateamento, oferecendo incentivo fiscal" para atrair empresas aos estados.
"As pessoas precisam entender que toda a guerra fiscal que está instituída ela é toda ilegal. Nós estamos trabalhando num sistema jurídico de absoluta insegurança. Nenhum dos incentivos fiscais oferecidos ou por nós ou por outro Estado está legalizado pois nenhum deles ou pouquíssimos deles foram referendados pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária)", afirmou.
CNM
