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Baianos solidários com povo hondurenho

O Comitê Organizador do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, as centrais sindicais CTB e Força Sindical,  Asssociação dos Aposentados e Pensionistas da Bahia, Cebrapaz, representantes do PSOL, UNE, entidades estudantis e do Movimento Social e Popular, professores e funcionários públicos realizaram, nesta quinta 1º de outubro, pela manhã, em frente a OAB-Bahia, em Salvador, manifestação em apoio ao povo Hondurenho e contra o golpe que exilou o presidente Zelaya.


Aproximadamente cem pessoas partciparam do ato, que foi ilustrado com várias bandeiras de Honduras e faixas; uma nota foi ditribuída à população, onde consta um histórico do país, a trajetória de lutas do povo hondurenho, situação política e econômica.  Na oportunidade os manifestantes criticaram o posicionamento dúbio de alguns setores da sociedade brasileira observando que os brasileiros ainda lembravam da ditadura militar que infelicitou o Brasil e que uma embaixada, segundo o direito internacional, é uma extensão de cada país. As faixas e os pronunciamentos exigiram entre outras questões, o respeito a integridade da embaixada brasileira, que se encontra sitiada pelos militares; o retorno do presidente Zelaya a presidência com o fim da ditadura militar; e a convocação de uma Assembléia Constituinte para repactuação política do país.



Adilson Araújo, presidente da CTB Bahia, conta que Zelaya, o movimento social e os democratas de Honduras, não aceitaram o golpe. Lutam de todas as formas para garantir legitimidade ao cargo. Foi para apoiar esse movimento que o presidente voltou ao país na terceira tentativa, agora exilando-se na embaixada brasileira. “A reação dos golpistas foi imediata, cercando nossa sede diplomática, cortando a sua luz e água e dificultando a aproximação de qualquer pessoa ao prédio. Estabeleceu o Estado de Sítio no país, fechando fronteiras e aeroportos, instituíram a censura à imprensa. E deram um ultimato ao Brasil de dez dias para “resolver a situação de Zelaya” sob pena de tomar medidas.”
 
Solidariedade

Questionado sobre o apoio dos baianos aos hondurenhos, Adilson Araújo foi enfático em afirmar que “os brasileiros sabem o que é sofrer com ditaduras. Há pouco tempo amargamos 21 anos com os milicos golpistas no poder. Eles endividaram o país, acabaram com os partidos e suprimiram as liberdades, instituindo a censura. Torturaram, prenderam, demitiram e mataram milhares de brasileiros. É por isso que não podemos compactuar com nenhum tipo de ditadura, seja onde estiver, principalmente, aqui ao lado do nosso país, matando e prendendo nossos irmãos hondurenhos. É preciso que o governo brasileiro exija da OEA e da ONU segurança para a embaixada brasileira e a imediata garantia do retorno de Zelaya à presidência, restabelecendo a legalidade democrática no país, por isso somos solidários.” Concluiu.
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