Balanço organizativo reúne êxitos alcançados pela CTB em dois anos
Notável crescimento
Entre 2008 e 2009, de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei 11.648/2008, a CTB passou de 5º lugar para 4º lugar entre as seis centrais reconhecidas no Brasil. Segundo dados divulgados pelo Ministério do trabalho e Emprego (MTE), a CTB passou de 5,09% em 2008, para 6,12% em 2009, do ponto de vista da representatividade - levando em conta o percentual sobre o número de trabalhadores sindicalizados.
De acordo com informações divulgadas pelo do próprio MTE, a CTB foi a central que mais cresceu entre janeiro e setembro de 2009. Em dezembro de 2008 havia 536 entidades filiadas à CTB, dentre estas 234 regularizadas no Ministério do Trabalho. Dados apresentados pela Secretaria Geral na última reunião da Direção Plena (nov/2009), somam 753 entidades filiadas, destas, 390 regularizadas.
Dessa forma, um dos grandes desafios da CTB, para 2010, é auxiliar as entidades sindicais a regularizarem sua situação no Ministério do Trabalho e Emprego, pois, os números provam que praticamente metade dos sindicatos filiados à Central não conseguem fazê-lo oficialmente. Tarefa que também deve ser encarada com afinco pelas direções estaduais.
Organização
Hoje, a CTB está organizada nos 26 Estados e no Distrito Federal. A maioria dos Estados tem seu processo de legalização finalizado com documentação registrada, sede estruturada e atuação efetiva nas demandas estaduais e nacionais.
Os ramos também se organizaram neste ano de 2009, construção civil, metalúrgicos, bancários, servidores públicos, juventude realizaram encontros setoriais, e os demais programam atividades para 2010.
Representando a classe trabalhadora
A CTB já atua oficialmente em importantes conselhos para os trabalhadores, como CODEFAT (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), GAP/CODEFAT (grupo de apoio ao CODEFAT) e o Conselho Curador do FGTS.
A Central solicitou durante o ano de 2009 sua inclusão em diversos setores de atuação tripartite, para os quais ainda aguarda manifestação do poder público.
Mobilização
O ano de 2009 se iniciou com a expressiva presença da Central do Fórum Social Mundial, em Belém no Pará. A CTB organizou sua participação e enviou uma delegação de dirigentes. Promoveu debates sobre a crise, o uso do amianto, a integração latino americana, dentre outros temas.
No Dia Internacional de Luta em Defesa do Emprego e dos Direitos Sociais, convocado pela FSM (Federação Sindical Mundial) para 1º de abril e antecipado no Brasil pelas centrais sindicais para o dia 30 de março, a CTB exerceu papel de destaque em São Paulo, onde surgiu como protagonista na construção da unidade das centrais sindicais e do movimento social.
O Dia do Trabalhador, comemorado em São Paulo, através de uma parceria entre a CTB Nacional, a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e a UGT (União Geral dos Trabalhadores) superou todas expectativas. Tanto as diversas atividades em homenagem a Ayrton Senna e os trinta anos da morte do operário Santo Dias, como o show com a presença de artistas renomados, levou milhares de pessoas às ruas do centro da cidade no dia 1º de maio.
A CTB esteve presente na luta em defesa dos direitos sociais e dos trabalhadores, como na campanha em defesa da Petrobrás e do Pré-sal, contra o golpe em Honduras e, principalmente, na mobilização intensa e constante pela aprovação da PEC 231/95, sobre a Redução da Jornada sem Redução de Salários, cujo assunto foi discutido em Comissão Geral da Câmara dos Deputados no dia 25 de Agosto.
A 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, realizada no dia 11 de Novembro, representou um grande salto da CTB. Comparativamente a 2008, a Central aumentou em 3 vezes sua participação no evento, com maior rigor na mobilização e estruturação, o que evidenciou uma presença mais organizada da entidade.
2º Congresso Nacional
Destaque de organização da Central foi o 2º Congresso Nacional realizado entre os dias 24 a 26 de Setembro, precedido de 27 encontros estaduais que ocorreram entre junho e setembro. Foram mais de 1300 delegados, recepcionados no Palácio das Convenções do Anhembi em São Paulo, com uma eficiente logística de hotelaria, alimentação, transporte rodoviário e aéreo.
A análise exitosa das atividades da CTB este ano são justas, contudo, não deve ocultar obstáculos que ainda não foram superados: como a consolidação das seções da central nos estados e os trabalhos específicos das Secretarias Nacionais - em que pese o fato de que algumas secretarias já terem realizado importantes atividades. Para tanto, se prevê a realização de uma oficina de planejamento estratégico situacional, em fevereiro de 2010, que organizará e guiará as ações da Central de maneira mais coordenada no próximo período.
Para o ano que se avizinha, será imprescindível uma maior organização da CTB, com o objetivo de dar conseqüência às deliberações do 2º Congresso, em especial a materialização da proposta da Conclat, Conferência da Classe Trabalhadora.
