Bancários de Ilhéus aprovam greve em assembléia
Os bancários da base do Sindicato de Ilhéus aprovaram, quase por unanimidade, na assembléia realizada na noite desta quinta-feira (22/09), a deflagração da greve a partir da terça-feira (27/09), rejeitando a proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), de 7,8% de reajuste. Também foi marcada nova assembléia para segunda-feira, às 18h. Os representantes dos empregados da Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste falaram sobre o andamento das negociações específicas, que não atenderam as reivindicações da categoria.
A participação dos bancários é de fundamental importância para
conseguir uma proposta decente. “Agora, o compromisso da categoria é de
se unir”, ao Sindicato construir uma greve com muita garra,força e
união, afirma o presidente do Sindicato, Rodrigo Cardoso. Desde o início
da campanha, foram realizadas manifestações em todasas agências em
Ilhéus e Região, para esclarecer a população e empregados sobre o
andamento da campanha salarial.
Proposta é insuficiente
Com todas as reivindicações negadas pela Fenaban, os bancários têm todo
o direito de lutar por uma proposta melhor. A Fenaban ofereceu, na
terça-feira, reajuste salarial de 7,8%, ou seja, apenas 0,34% de aumento
real. Uma proposta está muito aquém dos 12,8% reivindicado pela
categoria. Os principais bancos em atuação no Brasil lucraram juntos, R$
27,4 bilhões, no primeiro semestre deste ano. Demonstração evidente de
que podem oferecer mais.
Pela proposta dos bancos, o salário inicial da Portaria passaria de R$
794,98 para R$ 856,99. O do Escriturário aumentaria de R$ 1.140,13 para
R$ 1.229,06, Caixa e Tesoureiro passaria de R$ 1.451,80 para 1.565,04.
A categoria defende R$ 1.608,26 para o pessoal de portaria, R$ 2.297,51
para escritório e R$ 3.101,64 para caixa e tesoureiro. Atualmente, no
país temos 483.097 bancários para atender a clientela que é muito
maior. A categoria já foi de um milhão na década de 90.
