Bancários do HSBC realizam Dia Continental de Lutas nesta quarta
Os trabalhadores protestam por mais respeito aos direitos e às leis dos países em que atuam, por mais empregos e por melhores condições de trabalho, sem terceirizações nem substituições de funcionários por máquinas, e pelo fim imediato das práticas antissindicais. O jornal Rede Global Bancária está sendo distribuído pelos sindicatos aos bancários.
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PDD
Os valores destinados para PDD aumentaram em 63,4% no primeiro semeste deste ano, atingindo a cifra de R$ 1,8 bilhão, ou seja, três vezes o valor do lucro. A PDD é um velho truque contábil usado pelos banqueiros para maquiar resultados.
No mesmo período o índice de inadimplência aumentou apenas 1,2 ponto percentual, atingindo 4,8% no semestre.
Para o Dieese, fica claro que o HSBC está usando a PDD para reduzir seus lucros no Brasil, não mantendo qualquer relação com a carteira de créditos em atraso, que deveria ser a referência para a formação destas reservas.
Emprego e condições de trabalho
Quanto ao emprego, os dados do balanço mostram que, apesar do exorbitante lucro no Brasil de R$ 602,5 milhões no primeiro semestre deste ano, o banco eliminou 1.836 postos de trabalho entre junho de 2011 e junho deste ano, na contramão da economia brasileira que gerou empregos.
O fato de a PDD ser uma das contas de despesas dos balanços, além de baixar o lucro líquido, compromete não só o pagamento da PLR da categoria bancária prevista na Convenção Coletiva de Trabalho, como pode até inviabilizar o pagamento dos programas próprios de remuneração variável, como o PPR e o PSV.
Apesar das mudanças paliativas feitas pelo HSBC para o PPR/PSV 2012, como a não compensação apenas para os gerentes entre a PLR e o seu programa próprio (PSV) e o pagamento diferenciado aos funcionários da área de atendimento das agências, com esse volume de provisionamento corre-se o risco de ao final do programa ninguém ganhar nada.
Denúncias
Somente no último mês, um número enorme de denúncias em diversas partes do mundo levou o HSBC a ser manchete de forma negativa nos principais jornais.
Nos EUA, o Senado americano apura o envolvimento do HSBC em crimes de lavagem de dinheiro do narcotráfico mexicano e ligações com o terrorismo internacional, por ocultação de operações com o Irã no montante de U$ 16 bilhões. O Banco já reservou U$ 700 milhões para pagamento de multas que serão aplicadas. Especialistas dizem que esse valor poderá atingir U$ 1 bilhão.
No México, foi aplicada multa de U$ 28 milhões, a maior da história daquele país, pelo HSBC ter sido o maior canal de transferência de dólares do México para os Estados Unidos em meados dos anos 2000.
Na Inglaterra, o banco reservou U$ 1,3 bilhão para compensar clientes pela venda enganosa de seguro de empréstimos a indivíduos e produtos de hedge de juros a pequenas empresas.
No Brasil, o HSBC é apontado como provável banco em que se movimentavam a maior parte dos recursos das empresas citadas no escândalo político ligado ao contraventor Carlinhos Cachoeira. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara já solicitou averiguação ao Banco Central.
Fonte: Contraf-CUT
