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Bancários em greve por aumento real e PLR maior

Na Bahia e Sergipe, os bancários entraram no terceiro dia de greve por tempo indeterminado. Após várias rodadas de negociações com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), além de negarem várias reivindicações, os bancos ofereceram apenas 6% de reajuste, que equivale a 0,58% de aumento real. A categoria reivindica 5% de aumento real, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.

Por detrás da campanha salarial dos bancários, há na verdade uma luta por uma maior distribuição de renda aos trabalhadores do setor de maior lucratividade na economia do país. Segundo levantamento do Banco Central (BC), no primeiro semestre de 2012, os bancos lucraram R$ 25,693 bilhões. Resultados que poderiam ainda ser maiores se as empresas não aumentassem as provisões para devedores duvidosos, mesmo com a queda da inadimplência.

Esta lucratividade origina-se, em boa parte, pela cobrança de altos juros e tarifas. Apesar da taxa Selic está atualmente em 7,5% ao ano (o menor nível da história), o cheque especial e o empréstimo pessoal caíram apenas 0,02 ponto percentual. Conforme pesquisa do Procon, o juro médio do cheque especial saiu de 8,03% para 8,01% ao mês, com taxa média ao ano de 151%. Já o juro do empréstimo pessoal passou de 5,39% para 5,37% ao mês.

Apesar da carta enviada pelo Comando Nacional dos Bancários, em 5 de setembro, para informar o calendário de mobilização e reafirmar que os trabalhadores apostavam nas negociações, até agora os bancos não responderam nem marcaram nova rodada de negociação. Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (FEEB-BA/SE), Emanoel Souza, que participa da mesa de negociação com a Fenaban, um dos objetivos da greve dos bancários é ampliar o canal de comunicação com a população, conquistando mais apoio, e assim pressionar os bancos atenderem as reivindicações da categoria, distribuindo os seus grandes lucros com os trabalhadores.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).

● Piso salarial de R$ 2.416,38.

● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.

● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.

● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.

● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.

● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral

● Mais segurança

 

● Igualdade de oportunidades.



Laércio Góes

FEEB-BA/SE

 

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