Bancários entregam pauta de reivindicações nesta quarta-feira
Debates - Na Conferência, quatro propostas de índices de reajuste foram apresentadas. A Intersindical, a Articulação de Esquerda, o grupo Bancários Podem Mais e a Conlutas defenderam um reajuste de 22%, equivalente à inflação do último ano, perdas acumuladas nas negociações anteriores com a Fenaban e 10% por conta da rentabilidade dos bancos. O percentual de 15% (10% de aumento além da inflação) foi defendido pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a corrente CUT Socialista e Democrática (CSD). Já a corrente Fórum do Interior defendeu um reajuste de 12% (7% de aumento além da inflação).
Na plenária final, prevaleceu o índice proposto pela Articulação Bancária e a Unidade Sindical, de 10,25%. O índice de reajuste aprovado frustra os bancários e não reflete os grandes lucros que os bancos têm obtido neste ano, além de não contemplar as perdas inflacionárias dos trabalhadores, especialmente, dos bancos públicos.
Avaliação - Na avaliação de Celso Argolo, presidente do Sindicato dos Bancários de Jequié, a Conferência foi participativa com debates importantes e oportunos, mas esperava-se que a nossa proposta de reajuste de 10% de aumento real mais a inflação fosse aprovada. "Infelizmente, a maioria dos delegados optaram pela proposta de 10,25% (5% de aumento real + a inflação). Outras questões como o assédio moral e as metas, esta ultima ainda trás grandes preocupações, pois tem contribuído para a competição interna entre os funcionários e isto acaba influenciando negativamente na construção da solidariedade nas agências. Aí vem discussão se é contra as metas abusivas ou contra as metas. Ora, quem vai determinar o que são metas não abusivas? Como se mede isto? Portanto, ante a dificuldade de se estabelecer o que é metas abusivas defendemos o fim das metas e, mais uma vez fomos derrotados pela maioria, prevalecendo a proposta de fim das metas abusivas", concluiu Celso.
Para José Souza, presidente do Sindicato de Sergipe, "apesar da luta destemida por um índice mais elevado, empreendida pelos bancários de Sergipe, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará e outros Estados - de 10% de ganho real mais a inflação do período - foi aprovado um reajuste de 10,25% que corresponde a 5% de ganho real mais a inflação", lamentou. Já Delson Coêlho, presidente do Sindicato de Conquista, enfatizou que para nossa categoria "as cláusulas econômicas continuam sendo importantes, porém teremos mais embates nas negociações relacionadas à saúde, condições de trabalho e qualidade de emprego, que devem também ser consideradas".
As primeiras rodadas de negociações com a Fenaban estão agendadas para os dias 7, 8, 15 e 16. A data base da categoria é 1º de setembro.
Tabela: SEEB-SP
