Bancários participam de passeata na sexta-feira em defesa do BB
O cenário brasileiro é o pior possível. Desmonte das empresas públicas, corte de direitos, desemprego e recessão econômica. Se depender do governo Temer e do Congresso Nacional, a situação vai piorar. Mas o trabalhador resiste.
Uma série de manifestações é preparada para os próximos dias. A primeira acontece nesta sexta-feira (25/11). Em Salvador, às 8h30, tem passeata com saída da Reitoria da UFBA, no Canela, em direção ao INSS e o Banco do Brasil do Comércio.
Os bancários devem participar ativamente. A categoria sofre muitas ameaças, sobretudo os funcionários das empresas públicas. O governo age para terminar o que Fernando Henrique Cardoso não conseguiu. Desmontar as instituições para entregar ao grande capital internacional.
O BB, por exemplo, vai fechar mais de 400 agências, transformar outras centenas em postos de atendimento e reduzir o quadro de pessoal. A Caixa segue caminho semelhante. O presidente Gilberto Occhi adiantou que, em breve, vai abrir um plano de aposentadoria para cortar ao menos 10 mil vagas.
O momento é, portanto, de resistência. Bancários de bancos públicos e privados devem participar das manifestações, afinal a luta vai muito além do BB e da Caixa. É em defesa de todo o patrimônio nacional.
Outras manifestações
Em Salvador, as manifestações de sexta-feira (25/11) se estendem por todo o dia. À tarde, a partir das 15h, acontece protesto em frente ao empreendimento La Vue, construído de forma irregular numa área tombada, na Ladeira da Barra.
A intenção é ampliar a luta pela saída do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, dono de um imóvel no edifício e acusado de tentar passar por cima da lei, para garantir a conclusão da obra, atualmente embargada.
Embora o peemedebista esteja todo enrolado, o presidente Michel Temer o poupa no cargo. Geddel é considerado peça chave na aprovação dos projetos que impõem perdas aos trabalhadores.
Foi assim na votação da PEC que congela por 20 anos os investimentos públicos em saúde e educação. Deve ser assim também com a reforma da Previdência.
SEEB-BA
