Bancos devem R$ 9,5 milhões à prefeitura de Salvador
Lucros
astronômicos com agências precárias e irregulares. Este é o retrato do
descaso dos banqueiros com as agências bancárias em Salvador. Somente
na Fazenda Municipal, as dívidas chegam a R$ 9,5 milhões em ISS
(Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza). É para cobrar os bancos e
verificar irregularidades que a SUCOM (Superintendência de Controle e
Ordenamento do Uso do Solo do Município) está desenvolvendo a operação
Choque de Ordem Fiscal.
A
operação resultou no embargo de duas agências do Banco do Brasil (Costa
Azul e Cajazeiras) e duas da Caixa (Vasco da Gama e Nazaré). Ambos os
bancos não tinham alvará de funcionamento e estavam sem licença de
publicidade. Caso a situação não seja regularizada, os estabelecimentos
poderão ser interditados.
Além
disso, peças de publicidade sem autorização motivaram a notificação de
12 agências. Dessas, 4 delas não tinham alvará de funcionamento, sendo
duas do Bradesco (Cabula e Retiro) e as mesmas embargadas da Caixa
(Vasco da Gama e Nazaré). Sem projeto de segurança, a Caixa da Baixa
dos Sapateiros foi notificada. Ao todo, os fiscais emitiram 7
notificações e 4 autos de infração.
Toda
essa situação é a prova da falta de investimento dos bancos nas
agências, onde está à linha de frente do atendimento e circulam
diariamente centenas de bancários e clientes.
Para
fiscalizar bancos e em outras empresas, a SUCOM (Superintendência de
Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município) montou uma operação
chamada Ordem de Choque. Somente de ISS (Imposto Sobre Serviço) as
agências devem mais de R$9,5 milhões a prefeitura.
A
operação Ordem de Choque tem a função de fiscalizar empresas de
diversos setores em situação irregular, além de poder a prever a multa,
remoção e apreensão das peças publicitárias. Em última instância,
haverá a cassação do alvará de funcionamento do local.
