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Bancos podem ter a maior greve em 20 anos

Com a falta de iniciativa da Federação Nacional dos Bancos e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro para lapidar proposta para o acordo coletivo da categoria, e que possa ser analisada por ambas as partes, o número de adesões no País só aumenta, e a greve continua. A Contraf garante que já parou 9.090 bancos até ontem, 14° dia de paralisações. Montante que supera o pico de 2010, quando 8.278 unidades fecharam.
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O resultado é que o movimento deste ano já é o maior em 20 anos e caminha para se tornar o mais longo do período. No ano passado, a paralisação durou 15 dias.

Na última segunda-feira foi contabilizado o fechamento de mais de 9 mil agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, segundo balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. O número equivale a 45,28% das 20.073 agências existentes no país.

Em São Paulo, os bancários fizeram passeata no Centro de Santo André (grande ABC) a fim de manter a greve forte. Participaram 200 trabalhadores, 70% a menos do que os 1.000 previstos pelo Sindicato dos Bancários do ABC na sexta-feira.

Já na Bahia cerca de 696 unidades ficaram sem prestar atendimento nesta segunda-feira (10). Nos bancos públicos, a mobilização é uma das mais fortes dos últimos anos. Na capital baiana, todas as 60 agências do Banco do Brasil permanecem fechadas. Na Caixa são 39 e no BNB três.

Na rede privada, a adesão também é alta. No Bradesco 38 unidades ficaram fechadas e no Itaú 45. Todas as 25 agências do Santander continuam sem funcionar e do HSBC oito sem atendimento.

O Mercantil do Brasil tem uma unidade lacrada e o Safra e o Citibank duas cada. O Desenbahia também está na greve desde o primeiro dia. Com o aumento da mobilização sobe para 224 o número de unidades fechadas em Salvador.  

A paralisação também segue firme no interior. No total 256 agências do BB estão sem prestar atendimento. Na Caixa são 59 e no BNB 38. Na rede privada o destaque é o Bradesco que conta com 62 unidades fechadas. O Itaú tem 28, o Santander 15 e o HSBC 10. Os demais têm quatro agências fechadas. Cerca de 80% dos bancários participam ativamente da greve, mesmo com a pressão e o assédio moral dos banqueiros.

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Em Sergipe a greve continua crescendo, principalmente no Banese - Banco do Estado de Sergipe -, quando, no 14º dia de paralisação, o Sindicato dos Bancários fechou o prédio do Centro de Processamento de Dados (CPD) do banco, localizado no DIA - Distrito Industrial de Aracaju. O objetivo é fazer com que o banco melhore a proposta para os baneseanos.

“Hoje é um dia histórico para nós sindicalistas. Pela primeira vez numa greve o CPD do Banese foi fechado completamente. No prédio trabalham mais de 300 funcionários, o que equivale a mais de dez agências do banco, e das maiores”, comemora José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe.

A greve em Sergipe começou com 60% de adesão e já se encontra com quase 80%. Em decorrência do silêncio da Fenaban. O Comando Nacional dos Bancários se reunirá nesta terça-feira, em São Paulo, para avaliar o movimento.

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Em Vitória da Em Conquista e Região, 90,7% dos bancários estão paralisados em 49 agências da Região Sudoeste.

Reinvindicações

A paralisação começou no dia 27 de setembro após as assembleias dos sindicatos rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 8%, que representa apenas 0,56% de aumento real. Desde o início da greve, nenhuma nova proposta foi feita pela Fenaban.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real mais a inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.

A classe patronal, por sua vez, sustentou que já ofertou duas pautas aos trabalhadores. E, embora não tenha agendado novas rodadas de discussão, frisou que está à disposição para acertos da última proposta (que concede 8% de reajuste, correspondendo a ganhos reais de 0,6%).

Nesta terça-feira (11), o Comando Nacional dos Bancários se reúne, às 10 horas, em São Paulo, para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento, diante do silêncio da Fenaban em retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria.


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