Bancos públicos puxam alta do crédito
"Eu espero que os bancos privados voltem a aumentar a concessão de crédito devido à concorrência que os bancos públicos vão fazer. Se não aumentarem o crédito, vão perder clientes para os bancos públicos. E é isso mesmo o que a gente deseja - maior competição e elevação da concessão de empréstimos por parte dos bancos públicos e bancos comerciais", disse o ministro.
Ainda durante a solenidade, Mantega afirmou que o crédito na economia está se restabelecendo mas ainda não voltou à normalidade em relação ao que havia antes da piora da crise internacional, em setembro. Segundo ele, o governo poderá adotar medidas adicionais, como o aumento da liberação de depósitos compulsórios de forma direcionada para algumas áreas, caso o Poder Executivo julgue necessário. "Poderá haver novas liberações de compulsórios, se o governo achar necessário para irrigar alguns segmentos específicos", comentou.
Mas o ministro acrescentou que a eventual liberação de uma parcela desses recursos que estão em poder do Banco Central terá contrapartidas que serão exigidas dos bancos comerciais. "Não vamos dar de graça, porque o compulsório não é remunerado. Sempre tem uma contrapartida, por exemplo, ou você empresta para fazer investimento e ganha uma taxa menor (de rentabilidade) ou continua com o compulsório não remunerado."
CRÍTICAS
O Banco Central liberou cerca de R$ 100 bilhões em depósitos compulsórios ao sistema financeiro. Alguns analistas, contudo, fizeram críticas no início da liberação desses recursos no último trimestre do ano passado. Segundo eles, apesar de o Banco Central conceder bilhões de reais para os bancos comerciais, uma parcela expressiva desses capitais teria sido direcionada por essas instituições financeiras para a compra de títulos públicos federais, em vez de serem destinados à concessão de empréstimos para empresas e famílias.
Fonte: O Estado de São Paulo
