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BB investe em juros mais baixos nas operações de crédito rural

O Banco do Brasil resolveu elevar as operações de crédito rural com captação de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) com a proposta de juros mais baixos do que os praticados pelo mercado nesta safra, a 2016/17. As taxas poderão chegar a 9,9% ao ano, nível incomum quando o assunto são esses contratos, que geralmente contam com recursos acima da taxa básica de juros (Selic).

Geralmente, os financiamentos ao agronegócio que têm como fonte a emissão desses títulos, isentos de Imposto de Renda, são ofertados pelas instituições financeiras a taxas de juros livres, que superam a Selic. Esses contratos, portanto, saem mais caro para o tomador do que os do Plano Safra, que têm juros subsidiados pelo governo. Assim, acabam sendo mais alvo de indústrias do que de produtores e são ofertados mais por bancos privados.

Na atual safra, porém, essa realidade mudou um pouco. O governo determinou que os bancos direcionassem pelo menos 35% de suas emissões com LCA para contratos de crédito rural, dos quais uma parte seria a juros fixos de até 12,75% ao ano. Essa "LCA controlada" não tem subsídios do Tesouro.

Como a Selic está em trajetória de queda, o BB decidiu ofertar crédito rural via LCA não necessariamente no teto de 12,75%, mas a juros mais baixos, em operações de menor risco de crédito. Assim pode emprestar esses recursos não apenas a grandes empresas ou agroindústrias, mas também a grandes produtores. Além de destinar as LCA para custeio, o BB vem direcionando esses títulos a investimentos.

Porém antes de realizar qualquer empréstimo é necessário conferir todas as informações cedidas pela instituição bancária e avaliar o que é melhor para o seu orçamento, para evitar as famosas bolas de neve de juros sobre juros.

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