Bradesco compra parte da carteira do BMG
O acordo já está em vigor. As cessões de carteira podem ocorrer tanto nas operações de crédito consignado, especialidade do BMG, como de outros financiamentos. O banco mineiro já teve acordos semelhantes com outras instituições, como Itaú, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Ao final de junho, o banco contabilizava em seu balanço R$ 3,697 bilhões em créditos cedidos.
De acordo com Clemente, os valores que serão pagos ao BMG não estão acertados. "Cada operação de transferência de carteira vai ter uma negociação de taxa." Em uma cessão de carteira, os créditos realizados por uma instituição financeira são transferidos para outra, que passa a contabilizar esses empréstimos e a receber o fluxo financeiro dos pagamentos de cada financiamento. Quem vendeu recebe pela venda desses ativos. No caso do BMG, as operações de cessões geraram um resultado de R$ 917,758 milhões no primeiro semestre.
As vendas de carteira de crédito sempre foram uma alternativa de captação de recursos dos bancos de pequeno e médio portes. No entanto, com o acirramento da crise financeira a partir de setembro, essas negociações ficaram mais difíceis e, por isso, o governo federal passou a dar incentivo aos bancos que comprassem esses ativos de instituições menores (patrimônio de referência de até R$ 7 bilhões e que no final de setembro foi reduzido para até R$ 2,5 bilhões). No caso, o benefício é abater do compulsório sobre depósitos a prazo o valor da carteira comprada. O executivo do Bradesco não soube informar se o acordo com o BMG vai gerar esse benefício.
Clemente afirmou ainda que o acordo está restrito à compra de parcela da carteira de crédito do BMG e não se estende à própria instituição mineira. O executivo lembra ainda que o Bradesco já fez acordos semelhantes a esse com outros bancos de menor porte, como o Panamericano e o Bonsucesso.
Fonte: O Estado de São Paulo
