Brasil registra pior saldo de carteira assinada em 31 anos
De acordo com dados do Ministério do Trabalho, o Brasil fechou 2 milhões de empregos com carteira assinada em 2016. Foi o segundo ano seguido com fechamento de vagas e o pior resultado em 31 anos. Em 2015, tinham sido perdidas 1,5 milhão de vagas, obtendo o primeiro resultado negativo desde 1992.
Os dados de 2016 foram divulgados na última quinta-feira (19/10) e fazem parte da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), um registro declarado anualmente por todas as empresas do país.
A Relação Anual existe desde 1976, mas o Ministério do Trabalho afirma que o levantamento passou por mudanças metodológicas que só permitem uma comparação estatística adequada com os dados a partir de 1985. O registro de saldo de vagas divulgado com ela em 1986. Por isso, o resultado de 2016 é o pior em 31 anos.
Os setores mais afetados foram os de serviços, construção e indústria, que perderam mais de 400 mil vagas, cada um. Na relação estados (mais o Distrito Federal), apenas o Amapá abriu vagas em 2016, com saldo positivo de 3.678 postos (+3%).
Do ponto de vista relativo, as maiores quedas foram no Rio de Janeiro (-6,5%), Ceará, Pará e Amazona (-6,4%), Bahia (-6,1%) e Espírito Santo (-6%). As maiores perdas absoluta foram em São Paulo (-503 mil vagas), Rio de Janeiro (-289 mil) e Minas Gerais (-192 mil). Todas as regiões brasileiras fecharam vagas em 2016.Proporcionalmente, os mais afetados foram o norte (-5,3%) e o nordeste (-5,2%). Em números absolutos, o sudeste foi o que mais perdeu (-1 milhão de empregos).
