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Caixa: assédio moral na agência Mongoiós em Vitória da Conquista

Um grupo de bancários da Agência Mongoiós de Vitória da Conquista acionou o Sindicato dos Bancários de Conquista e Região na última segunda-feira (27) para denunciar práticas de assédio moral e de discriminação protagonizadas por um dos gestores da empresa contra funcionários da retaguarda. As ações aconteceram no último dia 24. Em reunião com todos os empregados da agência, o gestor da Caixa informou que estava ali para apresentar o novo modelo de atendimento da empresa.

Na ocasião, o chamado “multiplicador”, representando a Superintendência Regional da Caixa, teria informado que nesse novo modelo a empresa priorizaria bons funcionários para as funções de retaguarda, diferentemente do que ocorria nos anos anteriores. “Nos sentimos ofendidos com a informação. Sempre houve discriminação com os funcionários da retaguarda,  mas ela nunca havia sido dita abertamente como aconteceu no dia 24”, desabafou um dos funcionários.

O Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários está acompanhando o caso e analisando meios jurídicos de acionar a empresa. “É importante que o trabalhador procure o sindicato e faça a denúncia”, esclarece o Diretor Jurídico Armando Mônaco.

 

DISCRIMINAÇÃO

Os funcionários que atuam no setor da retaguarda também confirmaram que sofreram discriminação quando da participação em processos seletivos. De acordo com eles, a empresa deixava claro que escolhia funcionários considerados mais incompetentes da agência para atuar na retaguarda, excluindo-os automaticamente de cargos em disputa. “Quando íamos participar de processo seletivo na Superintendência e éramos identificados como retaguarda, já éramos excluídos automaticamente”, informou um dos bancários ouvidos pelo sindicato.

Para Augusto Vasconcelos, representante da Caixa na Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, o trabalhador deve ser valorizado independente da sua função. “A função de retaguarda foi incorporada à agência e esses trabalhadores desempenham um papel essencial. Por esse motivo, tanto quanto os demais, devem ser valorizados no aspecto da remuneração e das condições de trabalho”, explica Vasconcelos.

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