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Caixa e BB gastam R$ 380 mil para patrocinar evento de juízes em hotel de luxo

A Caixa Econômica e o Banco do Brasil são algumas das empresas que patrocinarão, esta semana, um encontro de juízes federais em um um luxuoso hotel na ilha de Comandatuba, na Bahia. Os apartamentos e bangalôs custam de R$ 900 a R$ 4 mil. Cada magistrado pagará R$ 750 e suas passagens aéreas. A diferença será coberta pelas empresas.

A Caixa, por exemplo, vai "contribuir" com R$ 280 mil e o BB, com R$ 100 mil. "Que autonomia terão estes juízes quando tiverem, por exemplo, que julgar um dissídio ou ação trabalhista contra estas empresas?" critica a presidente do Sindicato, Jaqueline Mello.


Segundo o presidente do Conselho da Justiça Federal, ministro Ari Pargendler, que recusou o convite, a Emenda Constitucional 45 veda aos juízes receber auxílios ou contribuições de pessoas físicas ou empresas. O evento é promovido pela Ajufe -Associação de Juízes Federais do Brasil.

O encontro prevê quatro palestras e uma assembleia geral. Mas a maior parte do tempo é dedicada a atividades desportivas e programação social. A cobertura dos gastos vale para os acompanhantes, que também só pagam a taxa de inscrição. O evento deve reunir cerca de 700 pessoas. "Este tipo de evento tinha que ser realizado em escola da magistratura, tribunal ou universidade, com baixo custo, segurança e sem patrocínio", opina Ari Pargendler.
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