Campanha denuncia agressão à mulher a cada 15 segundos no Brasil
Até o dia 10 de dezembro, entidades civis de 130 países,
entre os quais o Brasil, irão realizar manifestações públicas e
palestras para marcar a campanha mundial de ativismo pelo fim da
violência contra a mulheres, cujas atividades foram iniciadas nesta
quarta-feira, dia 25 de novembro. Em 2009, essa campanha completa 16
anos de existência.
No Brasil, a campanha mundial de ativismo pelo fim da violência contra
a mulher é promovida e articulada pela ONG Ações em Gênero, Cidadania e
Desenvolvimento (Agende), em parceria com redes e organizações de
mulheres feministas e de direitos humanos, centrais sindicais, órgãos
governamentais e representações de agências da Organização das Nações
Unidas (ONU). O lema deste ano é “16 anos de campanha: assuma essa
luta!”.
Para sensibilizar a sociedade brasileira a participar dessa
mobilização, a ONG Agende divulgou manifesto com informações
estarrecedoras sobre a violência contra as mulheres. No Brasil, por
exemplo, segundo o documento, a cada 15 segundos uma mulher é agredida,
“uma triste realidade que precisa ser combatida no dia a dia”.
Trata-se, portanto, de uma luta não só das mulheres, mas também de quem
acredita que uma vida digna e livre de violência é o primeiro passo
para a construção de uma sociedade justa, igualitária e fraterna.
Recentemente, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do
governo federal divulgou a informação de que, entre janeiro e junho
deste ano, ocorreram mais de 161 mil atendimentos nas 400 delegacias da
mulher espalhadas pelo país.
Luta contra a violência às mulheres
Nesta quarta-feira, dia 25 de novembro, foi comemorado em todo o mundo o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra as Mulheres, definido durante o Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, ocorrido em Bogotá (Colômbia), em 1981. A data foi escolhida por sugestão da delegação da República Dominicana, que propunha uma homenagem às irmãs Mirabal – Minerva, Pátria e Maria Teresa –, assassinadas em 1960 pelo ex-ditador Leônidas Trujillo, que por 30 anos manteve o povo dominicano no atraso, na ignorância e no caos.
