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Categoria bancária em greve divulga comunicado para a sociedade brasileira

Em comunicado assinado por Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, a categoria bancária se dirige à sociedade brasileira, para reafirmar que sempre apostou na negociação coletiva como forma de solucionar conflitos trabalhistas, mas foi impelida à greve pela intransigência dos bancos. Confira a íntegra do texto:

“1. A pauta de reivindicações da campanha salarial 2010 foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 11 de agosto. Mas em cinco rodadas de negociações, realizadas entre os dias 24 de agosto e 22 de setembro, os bancos rejeitaram uma a uma todas as propostas da categoria sobre remuneração, emprego, saúde, condições de trabalho e segurança.


“2. Na penúltima rodada, em 14 de setembro, os bancos assumiram o compromisso de apresentar uma “proposta global” na reunião seguinte, no dia 22 de setembro. Mas não cumpriram com a palavra dada. Mesmo depois que outras categorias com a mesma data-base dos bancários (1º de setembro) já estavam fazendo acordos com aumentos reais de salários, no dia 22 de setembro os bancos apresentaram a proposta de 4,29% de reajuste (inflação do período) e zero de aumento real.


“3. Dessa forma, os bancos desconsideraram nossa reivindicação de 11% de reajuste e rejeitaram as demandas por melhoria na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos salariais, adoção de medidas de proteção de saúde focadas no combate ao assédio moral e às metas abusivas, mais segurança para trabalhadores e clientes nas agências, garantia de emprego, mais contratações e igualdade de oportunidades para acabar com as discriminações contra mulheres, negros e pessoas com deficiência.


“4. Mesmo com a recusa dos banqueiros, no dia 23 de setembro o Comando Nacional dos Bancários enviou carta à Fenaban solicitando que os bancos apresentassem até o dia 27 de setembro nova proposta que contemplasse as expectativas dos bancários, para que pudesse ser apreciada nas assembleias do dia seguinte. Mas a Fenaban sequer respondeu a carta.


“5. Essa intransigência é incompatível com a situação privilegiada dos bancos. O lucro líquido apenas dos cinco maiores – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal – somou R$ 21,3 bilhões no primeiro semestre de 2010. É um crescimento do lucro líquido de 32% na média em relação ao mesmo período do ano passado.


“6. Os bancários continuam abertos à negociação e aguardam uma proposta dos bancos”.
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