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Centrais preparam mobilização pelo fim do fator previdenciário

Em reunião com o senador Paulo Paim (PT-RS), realizada no último dia 17 em Brasília, os dirigentes das centrais sindicais reiteraram o apoio unitário às propostas que acabam com o fator previdenciário e estendem ao conjunto das aposentadorias o mesmo percentual de reajuste aplicado neste ano ao salário mínimo.

Segundo o presidente da CTB, Wagner Gomes, "o movimento sindical está vigilante e preparado para mobilizar suas bases em defesa das duas propostas do senador, que já foram aprovadas pelos senadores e em breve serão apreciadas e votadas pelos deputados federais". 

Os sindicalistas pretendem realizar uma série de eventos, começando pela agitação do tema no 1º de Maio e culminando numa manifestação dia 14-5 na Câmara dos Deputados. A mobilização é indispensável para consolidar a vitória obtida no Senado, pois o governo já sinalizou que vai pressionar as bancadas aliadas para preservar o fator previdenciário e impedir a extensão do aumento do salário mínimo a todas as aposentadorias.

Em conversa com o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o ministro da Previdência, Luiz Marinho, avisou que o presidente Lula pretende vetar as propostas aprovadas no Senado se não forem rejeitadas pela Câmara. A unidade das centrais na mobilização e a pressão da classe trabalhadora pode influenciar os ânimos no Parlamento e também convencer o presidente a mudar de idéia.

Afinal, foi o próprio Lula quem afirmou meses atrás que a Previdência não é deficitária. As fontes tributárias criadas pela Constituição Cidadã de 1988 para financiar a seguridade social cobrem com folga as aposentadorias e outras despesas sociais afins. Criado em 1999 por iniciativa do tucano FHC, orientado pela lógica de "economizar" e desviar dinheiro para satisfazer o apetite dos credores, o fator previdenciário é uma herança neoliberal a que devemos renunciar.   

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